Polícia de Santa Catarina faz operação contra esquema de fraudes nos Correios

Foram expedidos ao 11 mandados de prisão preventiva em SP, RJ e MG

Por Oeste Mais

06/09/2019 08:33



A Polícia Federal de Santa Catarina deflagrou nesta sexta-feira, dia 6, a Operação Postal Off, em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A ação tinha como objetivo desarticular esquema de fraudes no envio de mercadorias pelos Correios, envolvendo funcionários da empresa.

 

Segundo o portal de notícias G1, no total foram expedidos 11 mandados de prisão preventiva, um de temporária e 25 de busca e apreensão, incluindo carros de luxo e iate.

 

Participam da operação cerca de 110 policiais federais para o cumprimento de nove mandados de prisão preventiva e 19 mandados de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro.

 

Conforme a PF, a investigação, iniciada em novembro de 2018, em Santa Catarina, ocorreu em razão do primeiro indício de crime encontrado, que evidenciou uma forte atuação do grupo em São Paulo e Rio de Janeiro, o qual contava com a participação, de forma habitual e permanente, de funcionários dos Correios, fazendo com que grandes cargas fossem distribuídas no fluxo postal sem faturamento ou com faturamento inferior ao devido.

 

A pedido da PF, os investigados tiveram todos os bens bloqueados pela Justiça. Eles responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de corrupção passiva e ativa, estelionato, crimes tributários, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa.

 

Esquema de fraude

 

Conforme as investigações da polícia, uma das principais modalidades de fraude ocorria mediante identificação de grandes clientes dos Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (EBCT), os quais eram procurados pelos investigados com a oferta de que rompessem os contratos com a referida empresa pública e passassem a ter as encomendas postadas por meio de contratos mantidos entre as empresas do grupo criminoso e a EBCT.

 

Durante a investigação também foram apuradas solicitações e pagamentos de vantagens indevidas envolvendo empresários, funcionários públicos e agentes políticos, configurando indícios dos crimes de corrupção passiva e concussão.

 

Dados preliminares indicam um prejuízo de R$ 13 milhões, apenas no que se refere às postagens ilícitas já identificadas pela polícia.


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