Filhos denunciam pai 37 anos depois por assassinato de mãe no Oeste de SC

Mulher foi morta com um tiro em 1982, após descobrir uma traição e pedir o divórcio

Por Oeste Mais

21/08/2019 15:22 - Atualizado em 21/08/2019 15:28



Irmãos investigam e descobrem que pai matou a mulher há 37 anos (Foto: João Ricardo da Cruz)

Seis irmãos procuraram a delegacia de Lucas do Rio Verde (MT), nesta terça-feira, dia 20, para denunciar o pai que matou a mãe deles no interior de Quilombo, há 37 anos.

 

A vítima foi morta por pedir divórcio após descobrir que o marido tinha um caso com a empregada da família. De acordo com a família, Pierina Carroro foi morta no dia 25 de janeiro de 1982. O marido tem 78 anos e mora com a mulher do segundo casamento.

 

Durante todos esses anos ele dizia aos filhos que a mulher tinha sido assassinada em um assalto.

 

Depois que os filhos descobriram o crime, o pai confessou e detalhou o assassinato à família. Segundo a Polícia Civil, o idoso deve permanecer em liberdade já que o crime prescreveu.

 

Os filhos nunca aceitaram a versão do pai e começaram uma investigação nos últimos meses. Eles entrevistaram autoridades policiais que investigaram o caso na época, enfermeiras e outras testemunhas.

 

Os seis filhos juntaram documentos, declarações e informações. Depois prestaram depoimento por três horas e registraram um boletim de ocorrência. Pierina teve sete filhos. Na época do assassinato eles tinham entre sete a 19 anos. Um deles já é falecido.

Pierina Carroro foi morta no dia 25 de janeiro de 1982, em Quilombo (Foto: João Ricardo da Cruz)

Dúvidas

 

Os filhos alegam que sempre tiveram dúvidas e ouviram relatos de moradores em Santa Catarina. As pessoas diziam a eles que o pai havia matado a mulher e forjado um assalto.

 

O marido, então, planejou uma viagem sozinho com a mulher até a cidade de São Carlos. O casal saiu de madrugada de casa e ele levou um revólver.

 

No trajeto até a suposta viagem o marido simulou que o pneu do carro havia furado. Ele parou o carro, pegou uma pedra a acertou a cabeça da mulher. O homem ainda arrastou o corpo da vítima até uma sarjeta, atirou no peito dela e a abandonou no local.

 

O marido, para sustentar a versão, jogou uma pedra no para-brisa e desde então sempre contava que a mulher havia sido assassinada em um assalto nessa viagem.

 

No último sábado, dia 18, os seis irmãos se reuniram e indagaram o pai sobre o crime. Na frente dos filhos, ele confessou e detalhou o crime.

 

O delegado responsável pelo caso, Daniel Nery, informou que, conforme legislação, trata-se de crime de homicídio, porém prescrito, uma vez que não houve ocultação de cadáver.

Com informações do G1


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