‘Vítimas mortas com facadas no pescoço’, diz Polícia Civil sobre mortes de pais e filhos e incêndio em casa no Oeste

Quatro pessoas da mesma família foram assassinadas e residência incendiada em maio deste ano no município de São Domingos

Por Oeste Mais

13/07/2021 11h56 - Atualizado em 13/07/2021 11h56



Quatro pessoas morreram em incêndio em residência no município de São Domingos (Foto: Corpo de Bombeiros)

A Polícia Civil  concedeu na manhã desta terça-feira, dia 13, uma coletiva de imprensa para detalhar o crime contra uma família de quatro pessoas no município de São Domingos, onde pais e filhos foram assassinados. A morte das vítimas, encontradas carbonizadas após um incêndio na residência, ocorreu no dia 8 de maio deste ano.

 

De acordo com o delegado Roberto Fronza, as quatro pessoas foram mortas com facadas no pescoço. Depois, o autor do crime jogou líquido inflamável em várias partes da casa e ateou fogo. Ainda segundo o delegado, os corpos foram encontrados em cômodos diferentes da moradia, como sofá e cama.

 

As quatro vítimas foram identificadas como Raquel Alves, de 31 anos, e Neocir Rodigheri, de 34, além dos filhos do casal, Maria e João Rodigheri, de 10 e 11 anos. Os corpos das duas crianças permanecem no Instituto Médico Legal (IML). A perícia ainda aguarda exames de DNA para apontar com clareza a identificação. Os cadáveres ficaram irreconhecíveis devido à carbonização. A estimativa é que os laudos sejam concluídos até o final deste mês.

 

Ainda durante a investigação, a Polícia Civil apontou que o incêndio foi criminoso, já que os laudos do IML apontaram hemorragia aguda ocasionada por instrumento cortante (faca) nos corpos das vítimas. Acusado de cometer o crime, um homem de 31 anos foi preso temporariamente no dia 14 de maio. Com a conclusão do inquérito, a polícia pediu a transformação da prisão dele em preventiva, que foi deferida pela Justiça.

Delegado Roberto Fronza (Foto: Portal Peperi)

Confissão do acusado

 

Apesar de ter negado o crime em um primeiro momento, quando teve a prisão convertida em provisória, o homem disse a um agente penitenciário que gostaria de conversar novamente com a Polícia Civil. O delegado disse ter ido até o presídio para ouvir o acusado, que confessou os assassinatos.

 

No entanto, segundo Fronza, o homem afirmou não se lembrar do momento em que praticou os homicídios porque estaria sob efeito de droga. Ele alegou que teria usado cerca de três gramas de cocaína, esfaqueado as vítimas, dormido e acordado com a família morta.

 

“Ele [disse que] não se recorda dos fatos, só se recorda de estar na residência, fazendo uso de cocaína, em determinado momento teria apagado e acordado após o cometimento do crime. Ele confirma que foi ele, não tem dúvida que foi ele, só não apresentou nenhum motivo”, disse o delegado.

 

A Polícia Civil também apreendeu na casa do acusado um galão contendo dois litros de óleo diesel. As autoridades não confirmam que o líquido tenha sido utilizado para incendiar a casa, mas “tudo leva a crer”. No carro dele também foram encontradas manchas de sangue. Um exame de DNA ainda é aguardado pela perícia para confirmar a origem.

 

Indiciado por quatro homicídios

 

O acusado foi indiciado por quatro homicídios qualificados, além do crime de incêndio na residência. Ele deverá permanecer preso preventivamente, à disposição da Justiça, até ser julgado. O homem será submetido a júri popular. A data só deverá ser confirmada após o oferecimento da denúncia por parte do Ministério Público e trâmites judiciais.


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