Polícia disparou 125 vezes em confronto com Lázaro Barbosa

Quantidade de disparos foi relatada no boletim de ocorrência do caso, onde os agentes alegam ter ocorrido uma intensa troca de tiros

Por Oeste Mais

30/06/2021 09h37 - Atualizado em 30/06/2021 09h37



Os policiais que participaram da captura e morte de Lázaro Barbosa dispararam 125 vezes durante o confronto com o criminoso em Águas Lindas de Goiás na segunda-feira, dia 28. A quantidade de disparos foi relatada no boletim de ocorrência do caso, onde os agentes alegam ter ocorrido uma intensa troca de tiros, na qual Lázaro teria descarregado munições de uma pistola e de um revólver contra eles.

 

O documento policial descreve que a equipe se deslocou nas margens de um rio da região em busca de Lázaro na segunda-feira. Na versão dos agentes, ao verem o homem saindo da água correndo, eles já começaram a ser alvo de diversos disparos. De um arbusto fechado, os tiros continuaram até que teve início a troca de tiros.

 

"Assim que cessado os disparos foi feito a aproximação de forma cautelosa, e já à beira do arbusto foi possível ver um indivíduo e uma mochila. Ao nos aproximarmos mais, foi possível ver duas armas de fogo, uma do tipo pistola, que parou aberta com todas as munições deflagradas, e um revólver calibre 38 com 6 munições deflagradas", descreveram no boletim.

Caçada a Lázaro, que se estendeu por 20 dias, terminou na segunda-feira, com a morte do criminoso (Foto: Polícia Civil)

Na contagem feita pelos agentes, um major disparou 17 vezes, um sub-tenente disparou 32 vezes, um sargento atirou 17 vezes, outro sargento, 34 vezes, e um terceiro sargento, 25, totalizando os 125 disparos. Os tiros foram efetuados de pistolas dos policiais, além de um fuzil calibre 5.56.

 

O documento policial não esclarece quantos disparos de fato atingiram Lázaro, mas exame do Instituto Médico Legal (IML) indica que 38 projéteis acertaram o criminoso. Os agentes disseram ter providenciado socorro ao homem, transportado até o Centro de Comando e Controle da Operação. Lázaro foi encontrado com armas, munições, além de R$ 4,4 mil em dinheiro, remédios e comida.

 

Até o fim da tarde desta terça-feira, dia 29, a família de Lázaro não tinha comparecido ao IML de Goiânia para retirar o corpo. O prazo para a retirada do cadáver é de 30 dias. Depois Lázaro poderá ser enterrado como indigente, em cova comum. Familiares, no entanto, ainda assustados com a repercussão do caso, estariam esperando alguns dias para evitar possível reação de moradores durante o sepultamento.

 

Uma tia do falecido, Zilda Maria de Sousa, disse que a mãe de Lázaro gostaria de realizar o velório e sepultamento em Barra dos Mendes, no interior da Bahia, onde ele nasceu e onde ainda mora a maior parte da família. No entanto, a família não tem recursos para o traslado. Segundo a tia, muitos familiares não irão ao velório, em Goiás, por medo de serem linchados pela população ou por parentes das vítimas.

Com informações do Estadão e da GaúchaZH


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