Agente preso após caso de corrupção em presídio de segurança máxima cursou direito em Concórdia

Ele também trabalhou como agente prisional em Chapecó e, depois de passar em um concurso público, se tornou agente prisional federal

Por Oeste Mais

22/06/2021 11h55 - Atualizado em 22/06/2021 11h55



Durante entrega de comida nas celas, ele entregava bilhete com informações aos presidiários (Fotos: Reprodução/Rede Globo)

O agente prisional federal envolvido no primeiro caso de corrupção em um presídio com o mais alto nível de segurança do país teve formação de graduação em direito em uma instituição de Concórdia.

 

O caso envolvendo as relações de Docimar Pinheiro com o crime organizado e a cúpula dos líderes das maiores e mais perigosas facções do Brasil foi flagrado pela Polícia Federal.

 

Conforme uma reportagem divulgada pela TV Globo, Docimar Pinheiro, era o elo de ligação com advogados e os líderes das facções no Presídio de Segurança Máxima em Catanduva, no Paraná.

 

Após a divulgação das informações pela imprensa, vários conhecidos começaram a se manifestar em alguns grupos de WhatsApp reconhecendo Docimar pela passagem no curso de direito em Concórdia.

 

Conforme a Atual FM, Docimar também trabalhou como agente prisional em Chapecó e, depois de passar em um concurso público, se tornou agente prisional federal e foi trabalhar na penitenciária do Paraná.

 

Em junho do ano passado, Docimar começou a ser monitorado e a Polícia Federal notou que ele não cumpria alguns protocolos, como na hora de entregar a comida aos presos. Os investigadores descobriram que, junto com a comida, ele deixava um pequeno objeto. Eram bilhetes, bem apertados, e alguns até amarrados. 

 

Esses bilhetes eram uma forma de comunicação entre advogado dos presos e membros da facção criminosa. Através que quebra de sigilo bancário foi comprovado ainda que os ganhos eram incompatíveis com o seu salário de aproximadamente R$ 10 mil. Nos últimos anos a movimentação chegou a R$ 2,5 milhões.

 

A Polícia Federal indicou que seriam pagamentos de propinas referentes ao que eles fazia para facilitar a comunicação entre líderes de facções e membros do grupos.

 

Nas últimas horas, Docimar Pinheiro foi preso, juntamente com outras 25 pessoas, acusado de corrupção, lavagem de dinheiro, associação ao tráfico e organização criminosa.



Com informações da Atual FM


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