Mãe de bebê de um ano e dois meses morta pelo pai é presa por omissão e maus tratos

Casal de 19 e 25 anos foi detido e encaminhado ao Presídio Regional de Criciúma

Por Oeste Mais

08/06/2021 11h12 - Atualizado em 08/06/2021 11h12



A mãe da bebê de um ano e dois meses morreu sufocada pelo próprio pai na manhã desta segunda-feira, dia 7, foi presa acusada de maus-tratos e omissão. A  suspeita da Polícia Civil de Criciúma é de que a mãe de 19 anos participaria dos atos ou era conivente com a situação. O crime ocorreu no bairro Vila Esperança, em Siderópolis, no Sul do Estado.

 

Já o pai da criança de 25 anos, foi detido ainda na manhã desta segunda, na Unidade de Pronto Atendimento, onde levou a criança já sem vida, declarando que ela teria sofrido um mal súbito.  Ele será enquadrado por tortura, homicídio qualificado e feminicídio, com agravantes de violência doméstica. O casal está preso preventivamente no Presídio Santa Augusta, em Criciúma.

 

Ainda segundo o delegado, a mãe de 19 anos contou que percebeu a ação do pai da criança e tentou impedir que ele sufocasse a bebê, mas foi agredida.

 

“Ela visualizou o seu marido tentando sufocar a bebê, e ela conta nas suas declarações de que ela buscou interceder, mas neste momento ela acabou sendo agredida pelo próprio companheiro. Segundo o depoimento, ela realmente era vítima de violência doméstica. Ela se sentia coagida e amedrontada por ele, porém convivia com ele a bastante tempo”, explica Possamai.

 

Após a intervenção dela, o pai teria parado de tentar sufocar a bebê e que ainda estava com vida. “Em seguida ambos foram dormir e a criança ficou dormindo ao lado do companheiro e quando acordaram no período da manhã a criança já estava sem vida”, conta o delegado.

 

Apontado pela esposa como autor, segundo o delegado, ele negou que tenha cometido o crime. “No depoimento, ele nega que tentou sufocar essa criança no período noturno”, destaca Possamai.

 

“Está claro que esse bebê não era cuidado como deveria”, pontua o delegado. Ele ainda destaca que nem o bebê, nem a outra criança de três anos, filho do casal recebiam os cuidados necessários. Segundo Possamai,  “Os pais eram relapsos com a alimentação, com a limpeza, e havia agressões físicas constantes”.

Com informações da NSC Total e do Nd+


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