Jovem é presa acusada de atear fogo e matar filho recém-nascido por ‘vergonha’

Corpo do bebê foi encontrado carbonizado nesta semana em município de Goiás

Por Oeste Mais

13/05/2021 15h54



Mulher está presa no Grupo de Investigação de Homicídios, em Anápolis (Foto: Divulgação/GIH)

Uma jovem de 24 anos foi presa nesta semana acusada de atear fogo no próprio filho, recém-nascido, e provocar a morte da criança. O corpo do bebê foi encontrado carbonizado na manhã de quarta-feira, dia 12, em uma rua de Anápolis, município que fica a 55 km de Goiânia (GO), após um pedestre ver um cachorro arrastar o corpo carbonizado pela rua.

 

Uma câmera de videomonitoramento registrou o momento em que a mulher levou o bebê em uma caixa de papelão para ser queimado em um lote (assista mais abaixo).

 

O delegado Wllisses Valentim, do Grupo de Investigações de Homicídios (GIH), responsável pelas investigações, informou que a mãe foi presa e confessou o crime. A mulher afirmou em depoimento que cometeu o crime porque estava com muita vergonha de ter a gravidez descoberta.

 

Ela disse ao delegado que ninguém podia saber da gestação. "Segundo ela, a mãe é muito doente e até morreria se soubesse, ela estava com muita vergonha de ter sido descoberta, não queria o bebê e queria se desfazer dele", afirmou Valentim em uma reportagem publicada pelo G1.

 

Ela também afirmou no depoimento que o pai mora no exterior e a mãe vive acamada, por isso não receberia bem a notícia da gestação. A delegacia ainda não confirmou as informações fornecidas pela suspeita e não sabe quais os problemas de saúde que a avó do bebê supostamente possui.

Lote com marcas de queimado próximo ao local em que corpo de bebê foi encontrado carbonizado (Foto: Bruno Mendes/TV Anhanguera)

Também em depoimento, o namorado da mulher contou que, ao saber da gravidez, eles decidiram realizar um aborto e ela mentiu que havia dado certo. O delegado aponta que ele também será investigado para confirmar se tem envolvimento no crime.

 

O delegado completa que a jovem diz ter escondido a gestação com cintas para pressionar a barriga e chorou durante o interrogatório, mas estava convicta em sua decisão em não ter o filho. "Ela estava muito certa do que queria", completou.

 

A polícia ainda aguarda a chegada de um laudo cadavérico feito pelo Instituto Médico Legal (IML), que deve ficar pronto em até 15 dias, para saber se a criança ainda estava viva quando teve o corpo incendiado. A localização da mãe ocorreu de forma rápida, já que o menino ainda estava com a pulseira usada em hospitais para identificar crianças. A mulher permanece presa no GIH e foi autuada pelo crime de ocultação de cadáver.


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