Relembre o caso de Isabella Nardoni, menina de 5 anos que foi morta pelo pai e madrasta

Criança foi agredida e jogada da janela do sexto andar do prédio onde morava

Por Oeste Mais

09/04/2021 11h40 - Atualizado em 09/04/2021 11h43



Isabella foi morta 11 dias antes de completar seis anos (Foto: Divulgação)

A tragédia que envolveu o menino Henry Borel, de quatro anos, que, segundo investigações da polícia, morreu após ter sido agredido pelo padrasto e a mãe, no último dia 8 de março, na Barra de Tijuca, no Rio de Janeiro, fez muitas pessoas relembrarem casos de violência contra crianças, que também resultaram em morte, no Brasil.

 

Um dos casos mais relembrados e marcantes é o da menina Isabella Nardoni, de cinco anos, que tem um contexto parecido com o de Henry.

 

A menina morreu em 2008, também no mês de março, 11 dias antes do aniversário. Isabella foi assassinada pelo pai e pela madrasta no apartamento em que moravam, em São Paulo.

 

Conforme as investigações da polícia, Alexandre Nardoni, o pai da criança, teria acertado a filha com uma chave, provocando um ferimento na cabeça dela.

Investigação da polícia resultou na prisão do pai e madrasta da menina (Foto: Divulgação)

Após a agressão, a madrasta Ana Carolina Jatobá asfixiou Isabella até pensar que estava morta. O casal, então, cortou a tela de proteção de uma das janelas do apartamento da família e jogou a menina do sexto andar.

 

Depois, acionaram a polícia avisando que um ladrão havia invadido o local e cometido o crime.

 

A primeira pessoa que encontrou a menina no gramado foi o porteiro do prédio. Ele relatou à polícia que escutou um forte barulho no local e depois já avistou Isabella caída.

 

Um morador do primeiro andar também teria escutado um estrondo e visto Isabella da sacada. Ele teria sido o primeiro a acionar o resgate, que demorou cerca de dez minutos.

Alexandre Nardoni e Ana Carolina foram condenados a 30 e 26 anos de prisão (Foto: Divulgação)

Os paramédicos tentaram reanimá-la por um período de 34 minutos, mas ela não resistiu.

 

A perícia constatou que Isabella foi lançada pelos pulsos e que a marca das mãos ficaram logo abaixo da janela, assim como a marca dos joelhos.

 

De acordo com a investigação, não havia sinais de arrombamento ou de furto na residência. A perícia encontrou manchas de sangue no quarto e observou que a tela de proteção fora cortada com tesoura.

 

Em depoimento, a mãe da vítima contou que a mulher de Alexandre tinha ciúmes da filha. O casal foi condenado a 30 e 26 anos de prisão pelo assassinato de Isabella.

Menina foi jogada da janela do sexto andar do prédio onde morava (Foto: Divulgação)

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