Mentor de sequestro de médica havia alugado casa no Oeste para manter vítima em cativeiro

Polícia diz que acusado pesquisou rotina da médica pessoalmente em Erechim, um dia antes da execução do crime

Por Oeste Mais

24/10/2020 09h00 - Atualizado em 24/10/2020 09h09



Médica Tamires Gemelli da Silva Mignoni (Foto: Arquivo pessoal)

O vigilante acusado de ser o mentor do sequestro da médica Tamires Gemelli da Silva Mignoni, em Erechim (RS), havia alugado uma casa no interior de Itá para usar o imóvel como cativeiro. A informação foi confirmada pelo delegado Gustavo Ceccon, durante entrevista coletiva.

 

Ele informou que o homem planejou sozinho toda a execução do crime e decidiu mudar de ideia depois de ler uma matéria sobre o caso em um site, alugando outra casa, desta vez em Cantagalo e levando a vítima para a cidade paranaense, onde a vítima foi localizada pela polícia e libertada.

 

A polícia de Erechim confirmou que uma das mulheres presas em Laranjeiras do Sul (PR), suspeita de envolvimento no sequestro, foi colocada em liberdade depois que prestou depoimento na DP de Erechim na noite de quinta-feira. Ela é mulher do vigilante bancário e teria comprovado que não teve relação com o crime e até desconhecia o envolvimento do marido no caso.

 

No dia do sequestro, o casal que rendeu Tamires ficou durante toda a manhã esperando pela saída da médica. Quando ela chegou no carro, foi avisada pelo casal que um dos pneus estava furado. No momento em que a médica foi conferir, acabou rendida. O homem usava uma faca para ameaçar a vítima que foi levada no próprio carro até aos arredores da cidade.

 

A médica teria ficado sob a guarda de uma mulher, enquanto o homem retornou para a cidade, para abandonar o carro com todos os pertences da médica. Depois o homem pegou um táxi e se dirigiu ao bairro Três Vendas, onde havia deixado o Fiat Uno usado para levar Tamires ao interior de Itá e depois ao Paraná.

 

O delegado Ceccon contou que nenhum dos três suspeitos tem passagens pela polícia e também afirmou que o vigilante bancário planejou tudo sozinho e pesquisou a rotina da médica pessoalmente em Erechim, um dia antes da execução do crime.

Com informações da Atual FM


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