Credioeste alerta sobre cobranças de origem duvidosa

Somente em Santa Catarina já foram registrados 5.832 crimes de estelionato neste ano

Por Redação Oeste Mais

22/09/2020 14h59 - Atualizado em 22/09/2020 14h59



O trabalho home-office vem sendo adotado por diversas empresas para manter os negócios ativos durante a pandemia e cumprir as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) no combate da Covid-19. Neste período, as fraudes ocorrem, principalmente, por meio do uso do nome de instituições de microcrédito. A Credioeste alerta que a ação tem ocorrido de forma generalizada. Os golpistas se passam por colaboradores da Agência de Crédito e ligam para uma lista aleatória de contatos, oferecendo descontos e vantagens indevidas.

 

Para que os empreendedores fiquem atentos e não caiam no golpe, a gerente da Credioeste, Márcia Biffi, esclarece que a agência não atualiza cadastros por telefone, reforçando que os dados pessoais não devem ser fornecidos. Outra orientação é referente aos pagamentos, pois os boletos contêm a razão social da instituição e são emitidos pelo Sicredi.  "O primeiro passo é certificar-se se o contato é mesmo da Credioeste e sempre desconfiar de propostas com descontos e vantagens que não foram solicitadas", destaca.

 

A oferta de serviços e o golpe do boleto são aplicados em todo o país. Somente em Santa Catarina já foram registrados 5.832 crimes de estelionato neste ano. Os estelionatários passam o número da conta bancária para depósitos ou enviam as faturas por e-mail, geralmente pagas em função do volume de contas a serem quitadas ou desatenção do pagador. Conforme o presidente da Credioeste Ivonei Barbiero, para confundir os empresários, os valores dos boletos são variados, fazendo alusão a taxas ilegais ou que não existem.

 

"Antes de efetuar qualquer pagamento é preciso compreender do que se trata a cobrança. Geralmente os estelionatários apresentam nas faturas os artigos da Constituição Federal e prováveis punições caso o valor cobrado não seja quitado, aumentando a credibilidade da fraude. Por isso, em caso de dúvida, os empresários devem entrar em contato com as entidades e esclarecer sobre a cobrança para evitar prejuízos", complementa o presidente da Agência de Crédito. 


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