Grávida é morta com tijoladas na cabeça e bebê é tirado da mulher com um estilete

Amiga da vítima teria levado a gestante até uma cerâmica desativada no município de Canelinha para cometer o crime

Por Redação Oeste Mais

28/08/2020 15h54 - Atualizado em 28/08/2020 16h18



Corpo da mulher foi encontrado já sem o bebê (Foto: Divulgação)

A polícia localizou, na manhã desta sexta-feira, dia 28, o corpo de uma mulher em Canelinha, na Grande Florianópolis. Ela estava grávida e foi localizada em uma cerâmica desativada. Um homem e uma mulher foram presos.

 

O delegado Paulo Alexandre Freisleben da Silva afirmou que Flavia Godinho Mafra estava sem o bebê quando foi encontrada. O corpo tinha ferimentos na parte inferior da barriga e hematomas. Ela estava desaparecida desde quinta-feira, dia 27.

 

Até o início da tarde desta sexta-feira, o bebê estava internado no Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis. Segundo uma amiga da vítima, o nascimento da menina estava previsto para 22 de setembro.

 

De acordo com o delegado, a vítima foi levada até o local do crime pela suspeita, que é amiga da vítima. "Ela disse que estava grávida e teria perdido a criança há dois ou três meses, mas não comunicou aos familiares, inclusive nem teria falado para o marido, que estaria muito empolgado com a gravidez dela. Ela disse que iria fazer um chá de bebê e convidou a vítima para participar", explica.

 

No entanto, a amiga acabou levando a vítima até a cerâmica desativada e a atingiu com tijoladas na cabeça. "Depois, com um estilete cortou a barriga dela para tirar o bebê. A ideia dela era matar a mulher e ficar com a criança", explicou o delegado.

 

O estilete foi encontrado no local do crime. O corpo da vítima foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) em Balneário Camboriú, no Litoral Norte. Ainda não há previsão do laudo com as causas da morte, de acordo com o órgão.



Ainda de acordo com as primeiras informações do delegado, o bebê foi levado pela suspeita para o Hospital e Maternidade Maria Sartori Bastiani, onde a mulher investigada teria informado que teve um parto espontâneo. A unidade de saúde não informou mais detalhes do caso, mas disse que médicos e funcionários vão prestar depoimentos durante esta tarde em Tijucas.

 

O delegado afirmou que foi o companheiro da suspeita que acabou lavando o recém-nascido até o Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis. A Polícia Militar foi acionada pela equipe médica, que desconfiou dos cortes profundos no corpo do bebê. A Secretaria de Saúde Estadual informou que recebeu o paciente e não está autorizada a divulgar outras informações.

 

De acordo com a Polícia Civil, o companheiro da suspeita foi detido na unidade de saúde e durante os primeiros esclarecimentos ao delegado, afirmou que não teria participado do crime.

 

Desaparecimento

 

Segundo a Prefeitura de Canelinha, Flavia estava grávida de 38 semanas e era diabética. Ela é pedagoga e já trabalhou como professora temporária. Neste ano, ela estava trabalhando em uma loja. Por estar no grupo de risco do coronavírus, estava afastada do trabalho presencial.

 

Na quinta-feira, dia 27, ela saiu de casa a pé para ir em um chá de bebê surpresa, segundo Jeisiane Benevenute, amiga de Flavia desde a infância e escolhida para ser madrinha do bebê junto com outro casal.

 

Sem ter notícias da Flavia até a noite de quinta, Jeisiane e a família fizeram postagens em redes sociais informando o desaparecimento. Pela manhã, amigos e familiares souberam que o corpo foi encontrado.

 

"A família viu ela morta. Agora me acalmei, mas hoje de manhã quando eu soube da morte, desabei. Pior será ver no caixão", disse.



Com informações do G1


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