Polícia Federal cumpre mandados de busca em operação contra fraude nos Correios

Investigação começou em Santa Catarina e ação é realizada na manhã desta terça-feira, dia 4, em São Paulo e Rio de Janeiro

Por Redação Oeste Mais

04/08/2020 10h08



A Polícia Federal em Santa Catarina cumpre, na manhã desta terça-feira, dia 4, 12 mandados de busca e apreensão em São Paulo (SP), Praia Grande (SP), São Vicente (SP) e Rio de Janeiro (RJ), em residências de investigados e sedes da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (EBCT). As ações integram a Operação Postal Off, que começou em setembro de 2019, que busca desarticular organização criminosa suspeita de subfaturar valores devidos à EBCT, além de desviar para si grandes clientes no seguimento de postagem de cartas comerciais.

 

Segundo a Polícia Federal, durante os trabalhos no Rio de Janeiro foram apreendidos cerca de R$ 3,5 milhões em espécie em um endereço de um dos investigados.

 

Ainda conforme a PF, a investigação aponta prejuízo estimado de R$ 94 milhões ao patrimônio público. São investigados os crimes de corrupção passiva e ativa, estelionato, violação de sigilo funcional e formação de organização criminosa.

 

Nesta fase da operação, segundo a PF, foi identificada a suspeita de participação de um empresário titular de agências franqueadas dos Correios e de sete funcionários da referida empresa pública, que auxiliavam nas postagens ilegais e subsidiando interesses empresariais do grupo criminoso.

 

Também foram expedidos mandados de afastamento de funcionários dos Correios de suas funções e deferidas medidas cautelares diversas da prisão, que determinam aos investigados restrições ao direito de ir e vir, bem como o compromisso de comparecimento a todos os atos do inquérito policial e de eventual processo criminal, sob a pena de decretação de prisão.

 

Em ambas as fases a investigação contou com a colaboração da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, segundo a PF.

Dinheiro apreendido no endereço de um dos investigados no Rio de Janeiro (Foto: Polícia Federal)

Investigação

 

A investigação teve início em novembro de 2018 no estado catarinense, a partir do primeiro indício de crime encontrado.

 

De acordo com a PF, é investigada a participação ativa de funcionários dos Correios, que teriam feito com que grandes cargas dos clientes fossem distribuídas no fluxo postal sem faturamento ou com faturamento muito inferior ao devido. A atuação do grupo ocorria nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

 

Na primeira fase da operação, foram deferidas medidas cautelares de bloqueio de bens dos investigados, como carros de luxo, iate, um avião, imóveis de alto padrão e contas bancárias com altos valores em depósito, de aproximadamente R$ 55 milhões.

Com informações do G1


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