Polícia Civil dá detalhes da maior operação da história de SC

Trabalho foi deflagrado contra facção criminosa atuante em Santa Catarina e com ramificações em outros estados

Por Redação Oeste Mais

21/04/2017 11h31 - Atualizado em 17/04/2020 14h39



Depois de deflagrada na manhã de quinta-feira, dia 20, a Polícia Civil deu detalhes sobre a maior operação já realizada pelo setor policial na história da segurança pública em Santa Catarina. O trabalho foi deflagrado para cumprir 91 mandados de prisão, dos 112 expedidos pela Justiça, e 40 mandados de busca e apreensão nas cidades de Florianópolis, São José, Balneário Camboriú, Itajaí, Joinville, Araquari e Laguna.

 

A operação coordenada pela Draco/Deic é a maior ofensiva já realizada pela Polícia Civil contra uma facção criminosa atuante em Santa Catarina e com ramificações em outros estados, envolvida em crimes de roubo, tráfico de drogas, associação para o tráfico, corrupção de menores, homicídio, estelionato, lavagem de dinheiro e porte, posse e comércio de armas de fogo e munições.

 

Foram apreendidos ainda pistolas, diversos telefones celulares e aparelhos de radiocomunicação. Boa parte dos mandados foi cumprida contra criminosos já segregados em unidades prisionais. Mais de 200 policiais civis participaram da operação.

Mais de 200 policiais civis participaram da operação (Fotos: Julio Cavalheiro/Secom)

As investigações vêm sendo realizadas há aproximadamente cinco meses, período em que 11 membros da facção foram presos nas cidades de Florianópolis, Joinville, Navegantes, Balneário Camboriú e Chapecó. O trabalho também identificou as principais lideranças da organização criminosa, atuantes dentro e fora do sistema prisional de Santa Catarina e alvos das medidas judiciais.

 

O delegado Adriano Bini, diretor da Deic, explicou que a facção criminosa vem há alguns anos tentando se instalar e atuar em Santa Catarina. “É uma facção criminosa de fora do estado e o foco principal de atuação é o tráfico de drogas, justamente pela lucratividade. São investigados pelos crimes de tráfico de drogas, associação pelo tráfico, homicídio, lavagem de dinheiro, estelionato e assim por diante. Ainda temos policiais civis nas ruas com o objetivo de realizar o cumprimento dessas ordens judiciais. Portanto, a operação para nós é extremamente positiva", disse.

 

Para o delegado Antônio Cláudio Joca, diretor da Draco, a operação policial representa um duro golpe contra o crime organizado. Ele acredita que crimes de homicídios serão esclarecidos com as prisões efetuadas. “Também investigamos crimes registrados em Laguna e Chapecó”, declarou.

 

O secretário da Segurança Pública, César Augusto Grubba, ainda destacou a parceria com as agências de Inteligência da SSP, Sistema Prisional, Ministério Público e Poder Judiciário para o sucesso da operação. "Estamos trabalhando com afinco e dedicação e o exemplo são essas ações operacionais. O trabalho policial vem sendo efetivamente concretizado”, pontuou.


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