Operação investiga sonegação de mais de R$ 4 milhões em contrabando de vinhos

Mandados de busca e apreensão foram expedidos e cumpridos em municípios do Oeste

Por Oeste Mais

02/02/2016 14h03 - Atualizado em 17/04/2020 14h39



Dinheiro em espécie também foi apreendido durante buscas (Fotos: Polícia Federal)

A Polícia Federal (PF) e a Receita Federal estimam que R$ 4,8 milhões foram sonegados em impostos em um esquema que movimentou R$ 18 milhões com contrabando de vinhos e energéticos da Argentina para o Brasil. O esquema foi denunciado na Operação Formiga, deflagrada nesta terça-feira, dia 2, com mandados em Santa Catarina e no Paraná.

 

Segundo a PF de Dionísio Cerqueira, no Oeste catarinense, foram expedidos 16 mandados de busca e apreensão e 17 mandados de condução coercitiva pela 1ª Vara Federal em Francisco Beltrão, no Paraná. Ao todo foram 23 meses de investigação.

 

O delegado federal Sandro Bernardi, responsável pelas investigações, em entrevista coletiva realizada ao meio-dia desta terça, na Delegacia Federal de Dionísio Cerqueira, destacou que as ações foram concentradas em empresas e residências nas cidades de Dionísio Cerqueira, Xanxerê, Barracão, Santo Antônio do Sudoeste, Francisco Beltrão, Marmeleiro e Curitiba.

 

Durante o cumprimento dos mandados houve a apreensão de cerca de R$ 250 mil em dinheiro, dois veículos de luxo e um jet ski. Ao todo, mais de 80 policiais e servidores da receita federal participaram da ação. Novos desdobramentos deverão ocorrer ainda nos próximos dias, com novas buscas e mandados.

 

Ainda segundo Bernardi, dois servidores públicos, sendo um funcionário aduaneiro e um policial militar, foram afastados das funções. A estimativa é que o esquema fraudulento tenha faturado mais de R$ 18 milhões. Os envolvidos foram indiciados em diversos crimes, como descaminho, contrabando, associação criminosa, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. As penas para os crimes, se somadas, podem chegar a 46 anos de prisão.

 

O esquema

 

Em 2013 foi encontrado um galpão em Marmeleiro, no Paraná, onde eram estocadas as bebidas para redistribuição a comércios brasileiros. O transporte do exterior até o galpão era feito em pequenas quantidades, depois distribuído em caminhões e transportados com notas falsas.

 

Ao todo, quatro grupos, que foram caracterizados como organização criminosa, forneciam produtos para Francisco Beltrão, Marmeleiro e Pato Branco a partir de Barracão e Santo Antônio do Sudoeste. Depois as mercadorias iam para compradores da região Sul e São Paulo.

 

Servidores públicos foram corrompidos para facilitar as transações. Segundo a PF, um servidor da Receita Federal e dois vigilantes da Aduana da cidade de San Antônio, na Argentina, participavam do esquema para um empresário paranaense.

 

Já em Dionísio Cerqueira, um policial militar fazia a função de 'informante' e 'batedor' de cargas de outro empresário paranaense, para que a carga contrabandeada entrasse no país sem problemas. O PM foi afastado.



Com informações do G1 e Ronda Policial


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