Trabalho e carreira: você é feliz naquilo que faz?

Por Pricila Tobias

05/07/2018 08:22



Vou começar com um questionamento bem clássico. Se alguém perguntasse para você, por que você trabalha, qual seria a sua resposta?

 

Esta pergunta pode causar um certo estranhamento inicial à maioria das pessoas que tenham que respondê-la. Entretanto, algumas das possibilidades de respostas seriam: "para sobreviver", "pela remuneração", "para pagar as minhas contas", "porque preciso”, “para ter um salário fixo”.

 

Se o trabalho, por um lado, é fonte de renda para a grande maioria da população, exercer uma atividade fazendo algo que gosta ou acredita é a porta de entrada para a satisfação. Estar feliz com a vida profissional, amar o que faz, trabalhar em um emprego do qual você se sente valorizado, não são tarefas das mais fáceis, porém, é preciso pensar que não é viável trabalhar em algo que você não gosta, pois pode gerar frustração, insatisfação, sentimento de desvalia e adoecimento, tanto físico quanto mental.



O primeiro passo para identificar a insatisfação no trabalho é o autoconhecimento. É preciso criar o hábito de questionar repetidamente: o que me motiva a levantar todos os dias e trabalhar? Será que eu estou feliz neste trabalho? Estou satisfeito profissionalmente? Qual é o meu objetivo? Onde eu quero chegar?

 

Quando questionamos sobre nossa satisfação profissional, passamos a avaliar as nossas escolhas. Insatisfeitos que estamos, buscamos alternativas. Independente de encontrarmos crise no mercado de trabalho, pouca oferta de emprego, ou não disponibilizarmos de recursos financeiros e emocionais. Todos podemos mudar! O importante é sair da zona de conforto, ouvir a nossa voz interior e buscar novas possibilidades, como assumir novas atividades, ter uma profissão secundária ou mudar de profissão, ingressar em um novo projeto, iniciar um curso que agregue valor, etc.

 

Uma pesquisa recente, realizada por uma das maiores empresas do país, revelou que 80% dos brasileiros preferem receber um salário mais baixo em troca de realização profissional. E por conta disso, muitas pessoas têm aberto mão de empregos considerados “dos sonhos”. Na realidade, o que hoje o mercado precisa é de pessoas que se sintam mais felizes e isto se reflita no resultado daquilo que fazem.

 

Em janeiro deste ano, um catarinense se tornou destaque mundial ao entrar para o Guinness Book por ser o funcionário com o maior tempo de atuação em uma mesma empresa. Walter Orthmann completou 96 anos de idade e há 80 anos trabalha na mesma empresa, em Brusque. Começou aos 15 anos, passou por diversos cargos, progrediu, conheceu o Brasil como representante comercial e hoje é um excelente gerente de vendas.

 

A fórmula do catarinense para a satisfação profissional é uma só: fazer aquilo que gosta, gostar daquilo que faz e ver o propósito e importância de seu trabalho.

 

E você, é feliz naquilo que faz?


Pricila Tobias

Colunista

Psicóloga Clínica e Organizacional, cursando especialização em Gestão Estratégica de Pessoas. Nossa temática está relacionada ao autonhecimento, relacionamento interpessoal, mercado de trabalho, carreira, gestão de pessoas, orientação profissional e qualidade de vida no trabalho.

pricilanaibotobias@gmail.com


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