Os quatro pães de queijo

Por Fernando Luiz Rosar

15/03/2018 18:14 - Atualizado em 15/03/2018 18:17



Não sei quanto a você, mas eu adoro um pão de queijo, especialmente quando combinado com uma boa e fresquinha xícara de café. O que me leva a falar sobre pão de queijo? Bem, os pães propriamente, não são o motivo, o que levou a eles, sim.

 

Numa destas quintas feiras, precisei aproveitar um intervalo de atendimento para ir numa repartição pública solicitar uns documentos e, como o estômago já nem roncava mais, dormia mesmo – era quase final de tarde – fui na padaria mais próxima. Entrei, olhei que tinha pães de queijo e percebendo que as duas moças do balcão estavam ocupadas, atendendo, aproveitei para olhar as outras opções.

 

Em poucos instantes, uma delas me avistou e disse: “Já, já, atendo o Senhor!”. Sinalizei positivamente com a mão e disse “Tudo bem”, com um suave sorriso, mesmo com a pressa que eu estava. Chegou na minha vez e pedi pastel e se tinha pães de queijo fresquinhos.

 

Ela foi no balcão, olhou e saiu para a cozinha. Retornou e disse-me “Já que o senhor foi educado, fui buscar uns bem fresquinhos”. O meu sorriso, aumentou e se tornou mais largo.

 

Agradeci a gentileza do bem atender e saí, comi um pão sem esperar por um café na Clínica onde atendo (que sacrilégio!).

 

E, como geralmente ocorre comigo, fiquei conjecturando com meus botões: “Quantas pessoas mal educadas e de cara amarrada ela encarou antes de mim?” há, pelo menos, duas perspectivas que podem ser consideradas:

 

1. que aquilo que você transmite para as pessoas, pode facilitar o retorno que obterás.

 

2. que pessoas mal educadas /mal humoradas contribuem para obterem do mundo externo motivos para o mal humor/má educação.

 

Na primeira perspectiva citada, há momentos onde não recebemos um retorno por parte de outrem equivalente. Agora, isto justifica adotar uma postura de ficar um dia inteiro espalhando bordoadas com a cara fechada?

 

E, nesta experiência pela qual passei, pude fazer a diferença para aquela atendente que, pelo que pude inferir, recebeu algo que estava em falta – a boa educação, um sorriso.

 

Na segunda perspectiva, a manutenção por muito tempo de uma postura de mal humor, contribuirá na obtenção de respostas equivalentes – frisando, como comentei, contribui -, até mesmo das pessoas mais habilidosas em lidarem com mal-educados.

 

Você tem o direito de ter um mau dia, de estar com preocupações que te consomem de uma maneira que afeta teu humor, porém EXPERIMENTE desenferrujar um sorriso e um bom dia/boa tarde cortês para quem irá te atender. Considere que a outra parte NADA TEM A VER com o que aconteceu antes.

 

E, se houver algum nível de amizade (e confiança) e o sorriso não vir em seu rosto, comente uma pequena parte do que está acontecendo contigo como, por exemplo: “Fulana(o), estou esgotado tamanho o nível de cobrança no meu setor da empresa. Assim, poderás reduzir o impacto do mau humor e até obter um sorriso e empatia de volta.

 

E os pães de queijo? Ficaram MAIS deliciosos ainda, pela atenção e carinho recebidos.


Fernando Luiz Rosar

Colunista

Bacharel em Administração, especialista em Parapsicologia e Psicologia Organizacional, Practitioner em PNL, Hipnoterapeuta, Acupressão. Agradam-me os temas voltados ao comportamento humano e as abordagens que promovam transformações na vida das pessoas. Afinal, #TransformarVidasPositivamente é mais que um slogan, é um propósito de vida.

contato@fernandoluizrosar.com.br


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