O Brasil tem um novo partido

Por Jaime Folle

15/05/2018 18:21 - Atualizado em 15/05/2018 18:22


A democracia tem milhões de vantagens se fossem observados os princípios pelos quais foi criada, que é um regime de governo em que todas as importantes decisões políticas estão com o povo, que elegem seus representantes por meio do voto e neles confiam. Porém, nos últimos tempos, a democracia brasileira foi tomada de assalto aos poucos por uma combinação terrível de integrantes do Ministério Público, Judiciário e grupos de mídia.

 

A corrupção brasileira não aconteceu de repente, de uma hora para a outra, pois parece que todos viraram corruptos nos últimos anos. Ela só veio à tona depois da Lei da Ficha Limpa, em maio de 2010. O conteúdo dessa lei desequilibrou os poderes, permitindo que o judiciário e o MP assumissem um protagonismo acima do Executivo e do Legislativo.



Com a Lei da Ficha Limpa o MP passou a fiscalizar a política, que pela sociedade era algo considerado criminoso, mas não havia a punição porque não existia a lei que amparasse os corruptos até então. E para realizar seu intento passaram a investigar câmaras municipais, assembleia, prefeituras, governos, etc.

 

Segundo uma reportagem da revista Veja, o julgamento do ex-presidente Lula deixou isso mais do que explícito, mas ele é a ponta visível deste iceberg. O novo Partido da Justiça está se tornando o que há de mais perigoso no Brasil. Não é possível governar um país do jeito que está, pois ficou visível que a corrupção é muito maior do que se imaginava e não é boa a justicialização dentro dos poderes Executivo e Legislativo.

 

Para quem fica ouvindo e assistindo na mídia acredita que o país está sendo passado a limpo. Pelo contrário, enquanto o partido da justiça estiver atuando nos poderes, o país está afundando em uma situação insustentável de fóruns lotados e congressos vazios.

 

Segundo a revista, a sociedade assume os riscos de discutir rapidamente uma mudança que impeça que esse poder se torne uma ditadura ou sofreremos algo semelhante ao regime militar, com outros atores no comando.

 

Não estou aqui defendendo partido A ou B, nem ideologias de um lado ou do outro, estou apenas representando uma sociedade preocupada com o desgoverno dos últimos vinte anos, onde estamos sem saúde, a educação é vergonhosa e a segurança praticamente não existe. Minha sugestão continua a mesma da coluna anterior: não reeleger ninguém que está lá e nem quem já esteve. Vale a pena tentar uma mudança com novas cabeças e novos pensadores para os destinos de nosso país.

 

Até a próxima!


Jaime Folle

Colunista

Formado em empreendedorismo, é um dos mais renomados palestrantes do Sul do Brasil. Está na área desde 2005. É também escritor de vários livros.

jaimefolle@jaimefolle.com.br


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