O Alicate e a Atitude

Por Fernando Luiz Rosar

06/03/2018 16:39 - Atualizado em 06/03/2018 16:43



Logo pela manhã, saí como de costume, ao menos umas 3 vezes na semana para uma caminhada. Alguns quilômetros depois, parei numa agropecuária e presenciei uma conversa entre os dois funcionários:

 

Funcionário 1 –“Não acredito que você trouxe um alicate de casa!”. O segundo funcionário disse que sim, enquanto o primeiro parecia incrédulo pelo gesto do outro.

 

Comprei o que precisava e , não resistindo, perguntei o que houve. Respondeu-me que no dia anterior, havia virado a chave na porta da empresa e a mesma quebrou na fechadura. Sendo assim, trouxe um alicate de unha para extrair a parte quebrada.

 

Este seria apenas mais um destes eventos corriqueiros do cotidiano de qualquer pessoa, não fosse a possibilidade de expandir para outros aspectos. O primeiro funcionário agiu com incredulidade e, como ficou claro, pareceu algo fora do comum aquele gesto. O segundo, que enfrentou um problema no dia anterior, trouxe uma ferramenta para solucionar.

 

Mas, aí pode ficar aquela interrogação: Qual a importância disso? Talvez, para você não tenha lá grande valia um gesto assim. Porém, se você olhar ao seu redor, quem sabe observando as pessoas que trabalham com você, independente do porte da empresa, QUANTOS se dispõe a fazer algo assim, de propor algo para resolver um imprevisto, de se dispor a solucionar ou até mesmo buscar quem o faça?

 

E antes que entres no discurso de que “Cansei de fazer isto e aquilo e não me valorizam”, avalie: É melhor, então, fazer parte da plateia que joga para o colo dos outros a solução?

 

Se pensas assim, corres o risco de acreditar que, por exemplo, o segundo funcionário sobre o qual falei no início é um cara “de sorte” quando lá na frente for promovido ou até mesmo contratado por outra empresa com um salário e cargo bem melhores. Afinal, os pequenos gestos são observados, por tudo e por todos. A Atitude dele é que fez a diferença, tornando uma intenção em ação, comportamento coerente com uma vontade interna.

 

Se você não é assim tão proativo, quem sabe podes começar a experimentar observar no dia a dia o que podes fazer de diferente, tanto para quebrar a rotina quanto para ampliares as suas experiências como pessoa.

 

Há muito se diz que ou você é parte da solução ou parte do problema.

 

Em qual parte você está?


Fernando Luiz Rosar

Colunista

Bacharel em Administração, especialista em Parapsicologia e Psicologia Organizacional, Practitioner em PNL, Hipnoterapeuta, Acupressão. Agradam-me os temas voltados ao comportamento humano e as abordagens que promovam transformações na vida das pessoas. Afinal, #TransformarVidasPositivamente é mais que um slogan, é um propósito de vida.

contato@fernandoluizrosar.com.br


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