Muitos casais se separam e continuam se amando. Por quê?

Por Jaime Folle

27/07/2018 14:44 - Atualizado em 27/07/2018 14:51



Segundo André Gomes Sentir amor é trabalho de alto risco. Sempre foi. Feito chuva de vento, molha quem estiver debaixo. Você se encapota, usa galochas, tecidos isolantes, cobre os pés com sacos plásticos, veste capas e gorros tentando evitar o menor pingo, escolhe um guarda-chuva enorme, de cabo reforçado, mas não tem jeito: sempre sai com alguma parte do corpo encharcada. É do jogo. Quem não quer se molhar que se esconda em lugar fechado as portas para o amor.

 

Muitos casais se separam e continuam se amando. Por quê?

 

O amor no lar é determinado por situações que implicam em habilidades de avanços e recuos, sempre com a certeza de que onde existe um grande amor, também existem grandes riscos, e que o respeito mútuo evita parte deste risco pelo simples fato de haver consideração pelo outro.

 

Respeitar a si mesmo, respeitar o cônjuge e ter responsabilidade pelos filhos são elementos fundamentais numa relação amorosa no lar. Uma pequena discussão pode afetar negativamente uma grande relação de amor e, consequentemente, transformá-la em ódio, respingando nos filhos, inevitavelmente.

 

Quando alguém errar, os erros devem ser corrigidos na mesma hora ou no mesmo dia, eles jamais devem ser transferidos para mais tarde, pois a demora da redenção eleva este veneno, que vai se multiplicar com a interferência dos outros.



É preciso abrir-se para a mudança e para a evolução sem afetar negativamente a relação familiar, pois sempre que alguém parte para a mudança sozinho, poderá enfrentar resistência, uma vez que o maior erro, quando isso acontece, é a indiferença. Lembre-se que nem sempre o silêncio é a melhor resposta, o diálogo é fundamental para uma grande relação de entendimento e amor no lar.

 

Quando não estiveres de acordo com seus familiares, preocupe-se também com a situação deles; por vezes, muitos ficam restritos ao seu modo de ver e pensar as coisas. É preciso lembrar que o amor mútuo no lar é melhor que a necessidade individual.

 

Uma grande relação requer camaradagem, partilha comunicação e amizade, além de uma grande relação amorosa, que pode ser dividida, em cinco tipos de amor: amor físico, amor emocional, amor social, amor intelectual e amor sobrenatural.

 

Finalizando, vale a pena esquecer pequenos desentendimentos, como ódio, rancor e raiva. Lembre-se sempre de perdoar para o seu bem e para o bem de sua convivência. Por mais que a situação em seu lar não esteja atravessando um bom momento, procure engolir o próprio ódio e colocar, acima de tudo, o amor.

 

A felicidade acontece na atitude de avançar e ceder.

 

Até a próxima!


Jaime Folle

Colunista

Formado em empreendedorismo, é um dos mais renomados palestrantes do Sul do Brasil. Está na área desde 2005. É também escritor de vários livros.

jaimefolle@jaimefolle.com.br


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