Cultura, aflição e Deus: a angústia de quem conhece muito

Por Jaime Folle

14/06/2019 09:50 - Atualizado em 14/06/2019 09:50



Jamais você vai encontrar em alguém de profundo conhecimento muito humor, com raras exceções, quanto maior for a cultura e o conhecimento, maior é a aflição e a angústia de quem conhece muito.

 

Para comprovar isso é só dar uma passada nos principais gênios da história que vai encontrar na sua grande maioria uma vida melancólica e crítica, cheia de aflição. Quanto mais você entrar no conhecimento, mais crítico e aflitivo vai ficar com o mundo a sua volta.

 

Quem lida e estuda com profundidade a miséria humana se torna excessivamente crítico. Tem mais dificuldade em se soltar, em brincar, em sorrir e por isso relaxam menos.

 

Quanto mais se conhece a realidade e se tem consciência dela, mais aumentam as preocupações com a vida, por isso que as crianças e os jovens são bem mais alegres do que os adultos e os velhos. A memória de conhecimento deles ainda é pequena e bem definida para a vida.

 

O conhecimento por vezes nos adiciona preocupações infinitas e faz muita gente se perder em seus labirintos mentais transbordando à tona o mau-humor, pois não vai encontrar num professor bem informado e nos cientistas muita alegria, eles estão próximos das grandes verdades e da realidade mundana.

 

Os maiores prazeres da vida são de graça e estão nas coisas mais simples do cotidiano, na maioria das vezes encontramos nas pessoas mais simples e de pouco conhecimento o prazer e a arte da contemplação das coisas, vivem com suavidade e se encantam com pequenos eventos do “dia a dia” que o dinheiro jamais compra ao contrário de alguém detentor de grande conhecimento.

 

O dom do saber não significa ter conhecimento para a autodestruição, o que precisamos é treinar diariamente nossa mente para viver com suavidade e pilotar o conhecimento para as coisas mais simples do ser. Aí é que está o verdadeiro sentido da vida.

 

Quem se aprofunda demais em conhecimentos sem a base da vida espiritual corre sério risco de entrar em profundo mal-estar, porque o conhecimento sem o sentido de ser não vale nada e a aflição de quem se aprofunda muito na cultura não consegue encontrar quem esteve antes dele, o criador de tudo: Deus.

 

Portanto estude, se aprofunde em conhecimento, mas não perca a visão de Deus!

 

Até a próxima.


Jaime Folle

Colunista

Formado em empreendedorismo, é um dos mais renomados palestrantes do Sul do Brasil. Está na área desde 2005. É também escritor de vários livros.

jaimefolle@jaimefolle.com.br


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