'Código Azul' - capítulo 4

Por Kiane Berté

15/11/2019 14:19 - Atualizado em 15/11/2019 14:24



 >> Este livro não é recomendado para menores de 13 anos <<

>> Todos os direitos desta obra estão reservados. Plágio é crime <<

 

Ótima leitura :)

 

 

- Meu filho, você está muito magro. Não está se alimentando direito? – questiona Victoria, mãe de Raquel, assim que chegamos em sua casa.

- Mamãe, relaxa, tudo o que eu preciso comer está bem aqui – Miguel levanta o celular e bate na tela de vidro com os dedos.

- Como você é nojento – Raquel faz uma careta.

- É, isso foi nojento, cunhado – reforço a palavra.

 

            Miguel dá uma gargalhada alta e depois se aproxima de Raquel e eu, colocando os braços ao redor de nossos ombros e se pendurando como uma criança faria.

 

- Só estava brincando com vocês, família – ele dá uma suspirada e se afasta assim que Raquel acerta um tapa em seu braço. – O que tem para comer, mamãe?

- Você é estranho demais, Miguel – Raquel se afasta da sala de estar junto de sua mãe e as duas seguem para a cozinha.

- Vamos preparar alguma coisa para o jantar. – Mãe de Raquel entrega duas taças e um vinho branco Bacalhôa Greco para nós. – Conversem até que ele fique pronto. – Antes de sair, ela beija o topo da cabeça loira do filho.

- Do que é esse vinho? – Miguel faz uma careta e depois bebe mais um pouco.

- É um vinho português, cunhado, esperava o quê? – beberico um gole longo.

- Cadê as cervejas dessa casa? – sua careta dessa vez é ainda pior. Ele descansa a taça sobre a mesa de vidro de centro e depois se levanta, indo em direção ao frigobar aos fundos.

- É sério que você vai trocar o vinho por cerveja? – franzo o cenho sem acreditar. Eu facilmente faria isso, mas como minha sogra nos deu esse vinho para beber, eu não iria me desfazer dele para tomar cerveja em sua casa. 

- Não existe bebida melhor do que cerveja. Cerveja é a poesia das nossas almas. As gatas gostam de cerveja. – As mãos e dedos de Miguel dançam juntos em alguns movimentos, enquanto ele tenta poetizar o momento. Gostei da maneira como ele falou, mas não queria comprovar isso.

– Cadê o Miguel e o que você fez com ele? – dou um riso breve.

- Cunhado, hoje em dia as gatas não querem mais saber de vinho. Vinho é caro demais para que elas paguem por ele. Elas esperam que a gente pague pela bebida, mas nenhuma delas admite. Bom, só algumas delas, talvez. Mas as que eu conheci na Inglaterra, adoram uma boa cerveja barata.

- Poxa, você tá muito diferente - coço o topo da minha cabeça.

- Eu sei... – Quando Miguel fala isso, percebo o quanto ele está com o pensamento distante. Está pensando em algo... talvez, alguém.

- Miguel, você está pensando mesmo em sair com a Garota da Graxa? – falo no automático sem perceber.

- Garota da Graxa? – ele ergue uma sobrancelha.

 

           Balanço a cabeça para tentar voltar ao normal. Meus pensamentos estão martelando a minha cabeça.

 

- Herrera, eu quis dizer...

Aurea, você quis dizer... – ele reforça o nome, me olhando de canto.

- Você me entendeu, Miguel. Você vai mesmo sair com ela?

- Porque o espanto? – ele pergunta entre dentes. – Ela é gata pra caralho. – Seu palavrão sai tão baixo que eu só entendo porque leio os lábios dele.

- Não estou dizendo que ela é feia, mas ela é muito diferente de você. Você sabe disso, não sabe?

- Qual é, Joe, ela é gata – Miguel diz a última palavra de vagar.

- Estou dizendo que ela não é? – franzo a testa. – Só estou querendo que você entenda que ela não é mulher pra você...

- Porque não seria? – Miguel ainda está vasculhando as cervejas pela casa, depois de não encontrar no frigobar. – Mãe, cadê as cervejas dessa casa? – ele grita em seguida.

- Não temos cerveja aqui, Miguel – sua mãe grita da cozinha ele revira os olhos.

- Que sem graça isso aqui...

- Miguel, quero que você entenda que ela é uma mulher diferente. Você viu as roupas dela, onde ela trabalha e com quem ela trabalha...

- Ela tinha razão – Miguel dá uma risada calma e apanha novamente o vinho da mesa.

- Razão sobre o quê? – minhas expressões faciais não escondem a minha preocupação com relação à frase dele.

- Aurea me disse que você é machista – sua gargalhada é alta. – E um pé no saco... – completa.

          

            Me engasgo com o vinho e começo a tossir sem parar.

 

- O que foi que ela disse? – meus olhos estão arregalados. – Vocês conversaram sobre mim?

- Sobre muitas coisas... – sua risada é ainda mais forte.

- Me conte tudo, quero saber, Miguel.

- Venham jantar. – Raquel nos tira da conversa amigável, fazendo com que Miguel ria mais e se levante do sofá.

- Outra hora, maninho, outra hora.

 

            O pai de Raquel e Miguel estava em reunião e não compareceu ao jantar em família para receber o filho. Mas fez uma chamada de vídeo para ver o rosto magro do filho loiro, de olhos azuis.

 

            Os dois ficaram rindo um com o outro pelo telefone até o final do jantar e Miguel quase não tocou na comida de tanta emoção em ver o pai. Depois de 15 minutos, os dois desligam e Miguel retorna a garfar o filé que sua mãe preparou com tanto amor, minutos antes.

 

- E aí, meu filho, está gostando de ficar aqui? – sua mãe pergunta empolgada.

- Mamãe, vai com calma. Estou aqui há seis horas, apenas. – Miguel revira os olhos.

- Deve estar gostando sim, mamãe. – Raquel funga e se recosta na poltrona da mesa da sala de estar. – Até conhecer uma mulher, já conheceu... – diz por fim, me fazendo parar de comer.

- Miguel! – Sua mãe lhe repreende.

- Mamãe! – ele responde no mesmo tom.

- Ela é roqueira, usa roupas rasgadas... – Raquel estremece as mãos. – E troca pneus.

- O quê? – sua mãe larga o garfo no prato.

- Não é pra tanto, Raquel – tento amenizar a situação. Raquel fez com que parecesse uma aberração.

- Você a conhece, Joe? – Victoria lança o olhar diretamente para mim.

- Sim, ela trocou o meu pneu outro dia – ao ver a cara de espanto de Victoria, logo digo: - Mas ela não é tão horrenda quanto Raquel mostrou ser...

- Não é tão horrenda? – Miguel me interrompe.

- Quero dizer, ela é uma mulher muito bonita e o que ela faz é algo que outras mulheres não fariam, só isso...

 

            Quando percebo que todos na sala estão me olhando de canto, sei o quanto falei besteira.

 

- Então ela é muito bonita – Raquel cruza os braços e me encara pensativa.

- Amor, não é isso o que eu quis dizer...

- É sim, ele quis dizer que ela é bonita porque ela é – Miguel atrapalha mais uma vez, me tirando de uma discussão sem motivos. – Aquela mulher é uma deusa, mamãe, a senhora precisa conhecê-la.

- Se ela é tão maravilhosa assim como disse, pode levá-la até a festa de Joe, na semana que vem – diz Raquel, sem seguida.

- O quê? – pergunto sem acreditar no que ouvi.

- Eu simplesmente adorei a ideia, maninha. – O suspiro de Miguel é tão forte que conseguimos ouvi-lo. – A senhora aceita isso, né mamãe?

- Olha, eu não vejo problema. – cubro minha boca com a mão quando ela diz isso. – Agora estou curiosa para conhecer essa moça. Traga ela aqui em casa para jantarmos, seu pai vai adorar a ideia.

- Não vai dizer nada, querido? – Raquel toca o meu braço.

- Conheço ela bem pouco, mas o pouco que conheço, sei que ela não vai aceitar. Ela não é de se misturar com... – dou uma engasgada. Não acredito que vou dizer isso.

- Com? – Raquel prossegue.

- Com o nosso tipo de gente. – Digo por fim, num suspiro.

- Você não sabe o que diz, cunhadinho. – Miguel sorri e depois se levanta. – Vou provar para vocês que ela é uma boa pessoa e que ela pode sim se adaptar a essa “nossa vida”.

- Não sei se acredito em você – sorrio e me levanto também. Seguimos juntos até a sala de estar, enquanto Victoria e Raquel tiram os pratos da mesa.

- Cadê a Megan? – Miguel pergunta ao se dar conta de que a empregada não estava.

- Demos folga para ela hoje, meu filho. Amanhã você poderá vê-la.

 

            Megan foi a mulher que criou Miguel e Raquel desde que eles eram bebês. Ela certamente se aposentaria nesta casa. Raquel sempre foi muito apegada a ela e não sei se ela ou sua mãe sobreviveriam sem Megan por aqui.

 

            Passamos o restante da noite discutindo sobre os lugares que queríamos viajar no natal. Raquel queria ir para o México, Miguel para a Espanha, e eu, para o Brasil. Sempre quis conhecer o Rio de Janeiro e o famoso Cristo Redentor. O único problema era convencer Raquel sobre essa ideia. Ela havia me dito que não estava a fim de ser metralhada por nenhum bandido ou roubada em cada quarteirão.

 

            Tentei fazer com que Miguel me contasse sobre o que conversou com Herrera hoje a tarde, mas ele não me falou nada. Passou o tempo no celular trocando mensagens com ela e nem se quer dava atenção às minhas ou as palavras de sua mãe e Raquel.

 

            Cheguei a duvidar que seria com ela que Miguel estaria falando, mas quando ele me mostrou o nome Aurea Herrera gravado no celular – em meio às suas mensagens – acreditei que realmente era ela.

 

            Como Herrera pode ser tão boba de achar que ele quer mesmo ser amigo dela? Achei que ela fosse uma mulher independente e que não precisasse de homem algum... Por alguns momentos até pensei que ela gostasse de mulher.

 

            Não que isso seja um problema. Ela só me passou outra ideia.

 

            No dia seguinte, voltei para o trabalho de carona com Raquel. O meu carro ainda não estava pronto e eu precisaria passar na oficina para buscá-lo mais tarde. Acabei dormindo na casa de Raquel, porque a mãe dela encheu o meu saco para que isso acontecesse.

 

            Miguel estava um porre durante à noite. Ficou rindo a madrugada toda sozinho, no seu quarto ao lado do de Raquel onde estávamos, falando alto o tempo todo e se esquecendo que pessoas estavam tentando dormir naquela casa. Raquel acabou ligando para ele em chamada de vídeo, fazendo com que ele se calasse e parasse de ser tão trouxa. Ele disse à irmã que estava falando com a “sua Gata das Trevas”, como se fossemos acreditar que aquilo pudesse ser verdade.

 

- Qual é, cara, dá para você prestar atenção em mim por um segundo? – Estevan cutuca o meu braço direito, me fazendo despertar do transe.

- Aah, desculpe – quase derrubo a bandeja com o meu sanduíche e o suco de uva no chão da lanchonete do hospital.

- Tava pensando no casamento? – ele pergunta assim que nos sentamos para almoçar.

- Casamento? – não sei do que ele está falando.

- É, Joe, o casamento com Raquel... – sua bocada na maçã faz com que ele fique de boca cheia.

 

             Coço a cabeça, confuso, e depois troco de lugar, me sentando de frente para Estevan.

 

- Não vou me casar com Raquel, quero dizer, não agora, pelo menos.

- Então porque não está me ouvindo? Alguma preocupação tem aí... – Estevan aponta a faca para mim, antes de cortar a laranja da sua bandeja.

- Cara, eu tô sem o meu carro e não estou com vontade de buscá-lo. – Não consigo nem mastigar a comida direito.

- Não entendo porque essa preocupação.

- Meu cunhado não para de me encher o saco por causa de uma garota que ele conheceu na oficina ontem.

- Seu cunhado é mulherengo? – Estevan começa a rir e eu não entendo o porque.

- Raquel me disse que ele é assim desde a adolescência.

- Tá, mas deixa eu tirar uma dúvida... – Estevan limpa a boca na própria mão e depois cruza os braços. – Porque você está assim? Não quer que ele namore?

- O quê?

 

            Parece que nada do que estamos conversando faz sentido. Porque eu me importaria com o namoro dele? Ele nem está namorado, para começo de conversa.

 

- Não se finja de desentendido.

- Olha, eu não estou me importando com ele, Estevan, estou preocupado com o que ele possa fazer com a mulher que ele...

- Espera, espera, espera – suas mãos estão em frente ao meu rosto. – Você está com inveja que o seu cunhado vai dormir com uma mulher? Ou eu posso chamar isso de ciúmes? Quem é ela?

 

            Mal consegui digerir as perguntas que ele fez ao mesmo tempo. Quem dirá achar respostas para todas elas na mesma frase.

 

- Do que você está falando? Não é nada disso. – Meu rosto se fecha. Percebo que começo a ficar incomodado com o que ele me disse. – Eu nem a conheço direito, mas conheço ele muito bem. Só estou dizendo isso, porque ele vai magoar a garota.

- Se não conhece ela tão bem assim, como vai saber que ele vai magoar ela?

- Oras, ele é mulherengo e vai iludir a menina. Não quero que ele faça isso, ele mal chegou aqui e já está procurando encrenca. Ela não é flor que se cheire.

- Joe, você não está falando coisa com coisa. – Estevan se levanta no mesmo momento que eu e começamos a andar juntos de volta para o hospital.

- Prefiro que paremos de falar sobre isso. Bom, pelo menos até não estarmos mais em horário de trabalho.

 

            Digo isso, porque vejo duas ambulâncias chegando na área de emergência a toda velocidade. Algum acidente grave acabou de acontecer. Lavo minhas mãos e depois troco de roupa rapidamente para receber os novos pacientes. Quando a porta de emergência é aberta, uma das macas vem adentrando o corredor quase que num vulto. Há um jovem deitado sobre ela com a pena toda coberta por toalhas e ele sangra muito.

 

- O que houve com ele? – pergunto antes que Estevan possa chegar à sala.

- Justin Scott, 23 anos, sofreu uma queda de moto e está com uma fratura exposta na tíbia – responde uma das socorristas.

- Levem ele daqui – digo à mulher. – Letícia, prepare a sala de cirurgia. – grito em seguida.

 

            Não pude ver o que aconteceu na outra ambulância que havia chegado no hospital. Estevan ficou com o outro caso, que no fim das contas, não era algo grave.

 

            Passei o restante da tarde em cirurgia para concertar a perna do homem que atropelou um cachorro e depois bateu com a moto em um poste, em alta velocidade. Depois que a cirurgia terminou, fiquei sabendo que o cachorro morreu.

 

            Depois que estava no quarto, já com a perna toda engessada, o jovem Justin me contou estava atrasado para fazer uma prova na faculdade e que não viu o cachorro atravessando a rua. Ele chorou quando eu contei que o animalzinho morreu.

 

            Foi uma cena estranha e bizarra. Mas por outro lado, triste e emocionante.

 

- Vamos lá, eu te dou uma carona até a oficina – Estevan me acerta um tapinha no ombro, depois de me contar sobre o seu primeiro parto.

 

            A ambulância que havia chegado depois da primeira, carregava uma mulher grávida de trigêmeos que estava prestes a dar a luz dentro do confortável carro com sirenes barulhentas. Estevan estava todo emocionado com o que havia acontecido, que não parou um só minuto de falar sobre o assunto enquanto nos deslocávamos até a oficina de caveiras.

 

- Você precisava ver o tamanho da cabeça do...

- É ali mesmo – interrompo suas frases constrangedoras.

- Eu to falando, cara, aquele neném era bem cabeçudo. Eu o segurei no colo e ele sorriu para mim...

- Tudo bem, Estevan, eu já entendi. – Desço do carro e logo Estevan me acompanha.

- E aí, Playboy Número Um – sou recebido por Herrera que está mexendo no capô de um Corvette vermelho. – Veio buscar a sua carruagem? – ela coça a ponta do nariz.

- Carruagem? – Estevan começa a gargalhar atrás de mim e eu permaneço em silêncio.

- Número Um, quem é esse? – ela pergunta, com os olhos fixados em Estevan. Parece não ter gostado muito dele.

- Me chamo Estevan, princesa. Muito prazer. – Ele estende a mão a ela que ignora completamente. – Você trabalha aqui? – ele arregala os olhos ao se dar conta que sim, ela trabalha na oficina.

 

            Herrera revira os olhos e depois cruza os braços, encostando-se ao pneu do Corvette.

 

- Ótimo, mais um babaca – sua voz sai grossa. Ela coça novamente a ponta do nariz. Porque ela faz isso?

- Babaca? – Estevan franze o cenho e me olha de esguelha. – Aah, meu Deus, ela é a menina de quem você falou...

         

            Não consigo esconder a cara de pânico depois que ele diz aquilo na frente dela.

 

- Menina? – Herrera ergue uma sobrancelha. – Então você costuma falar de mim? – Ela se move e vem até mim.

- Não é isso, é só que... – Estevan me interrompe e dá mais alguns passos para perto de Herrera.

- Olha, gata, ele só quer que você não se magoe. O cunhado dele é mesmo um mulherengo e vai querer te iludir, é só isso. – Quando eu acho que nada pode ficar pior, Estevan diz: - Ele está preocupado com você e com o seu coração.

 

Mas que droga foi essa?

 

- Hahaha – Herrera começa a rir de uma maneira debochada e depois bate palmas. – Então você está preocupado comigo, Playboy Número Um? Acha que o seu cunhado quer me usar... – ela não para de rir. Porque está rindo? Ele vai fazer isso sim com ela.

- Por favor, Herrera, para de me chamar assim – estou sem nenhuma paciência. Que mulher mais louca. – Meu nome é Joe Riviere.

- Para de me chamar assim, Joe Riviere, meu nome é Aurea. – Ela acerta um peteleco na minha testa, vira as costas para nós e começa a andar em direção à loja da oficina.

- Aurea, é? – Estevan continua falando.

 

           Herrera, quero dizer, Aurea, vira de costas e responde: - Isso mesmo, Playboy Número Três. – vira para frente e segue caminho.

 

- Número três? – Estevan franze o cenho. – Tem um Dois? Quem é o Dois? – ele está tão perdido que mal se dá conta do clima chato que ficou por ali. A tensão é tão palpável que eu poderia guardá-la no meu bolso se pudesse.

           

            Depois do encontro inesperado e tremendamente desnecessário com Herrera, quero dizer, Aurea, pego as chaves do meu carro com Bob e volto para o meu apartamento.

 

            Mal chego em casa e recebo uma mensagem de texto de Estevan, perguntando: “quem é o Número Dois?”, e eu começo a rir sozinho, enquanto tiro a minha roupa e entro na banheira para tomar um banho.

 

Que dia!

 

CLIQUE AQUI PARA LER O CAPÍTULO 3


Kiane Berté

Colunista

Kiane Berté tem 25 anos e trabalha como jornalista e fotógrafa. Nas horas vagas escreve suas histórias de romance curiosas e sonha junto delas com um mundo mais encantado e cheio de amor. Sonhadora, ela vê através das páginas de um bom livro a oportunidade de viajar para onde quiser sem sair do lugar

kianecdk@hotmail.com


COMENTÁRIOS

Os comentários neste espaço são de inteira responsabilidade dos leitores e não representam a linha editorial do Oeste Mais. Opiniões impróprias ou ilegais poderão ser excluídas sem aviso prévio.