A síndrome do coitadismo

Por Jaime Folle

13/06/2018 15:09



A síndrome do coitadismo é um fenômeno que vem aumentando consideravelmente nos últimos tempos no Brasil, autoestima baixa, falta de automotivação e até sem qualquer perspectiva de um futuro melhor, ou seja, estão “dominadas” por uma onda de pessimismo generalizada, que atinge velhos e jovens.

 

Segundo o Prof. Alexandre Costa pedagogo organizacional, vivemos em um país que não gera esperanças para quem pretende conquistar o crescimento profissional e pessoal através de uma boa formação, um país cuja corrupção cresce de forma avassaladora em todos os níveis e esferas do serviço público e privado. Sei que é muito difícil acreditar em um país em que honesto é sinônimo de otário, isto é, o que importa é levar vantagem em tudo, mesmo que tenha que passar o outro para trás.



Diante desse quadro fica difícil encontrar a razão ou razões que têm levado tantos jovens a ingressarem em um curso superior e desistir no meio do caminho porque não sabem se aquela é a carreira profissional que querem ou pior ainda que muitos terminam o curso e depois não sabem o que fazer.

 

Outro fato extremamente assustador é o número de “coitadistas”, que são as pessoas que vivem tomadas pelo sentimento de auto piedade, aprisionadas ao pessimismo, debilitadas mentalmente, que vivem a reclamar de tudo e de todos, sem jamais assumir a responsabilidade ou o comando de sua existência. São incapazes de empreender qualquer esforço para mudar ou reverter o quadro que elas mesmas criaram, porque não acreditam que podem mudar, não acreditam na capacidade de superação e a forma que encontram prazer é fazendo críticas e se queixando.

 

O sentimento de auto piedade é um dos mais nocivos porque é silencioso e a sua vítima, na maioria das vezes, não percebe que está “doente” e quando descobre não aceita essa condição. Algumas pessoas chegam a chorar quando estão diante de um espelho, sentindo pena de si mesmas, mas mesmo assim não buscam ajuda profissional e nem sequer tentam reagir. É um vício instalado na alma, que pode se transformar em uma doença de caráter, pois vem de pai para filho e pode ter continuidade nas demais gerações se não for interrompido a tempo.

 

Até a próxima


Jaime Folle

Colunista

Formado em empreendedorismo, é um dos mais renomados palestrantes do Sul do Brasil. Está na área desde 2005. É também escritor de vários livros.

jaimefolle@jaimefolle.com.br


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