A menina que matou os pais


Por Kiane Berté

28/09/2021 15h05 - Atualizado em 28/09/2021 15h18



Imagem de divulgação dos filmes (Foto: Divulgação)

Foi lançado no dia 24 de setembro o filme mais aguardado dos últimos tempos (não sei se foi pra você, mas digo isso por mim). “A menina que matou os pais” e a segunda versão da obra “O menino que matou meus pais”, eram para terem sido lançados nos primeiros meses de 2020, com exclusividade nos cinemas, mas devido à pandemia foram adiados e agora apenas estão disponíveis na Amazon Prime.

 

Ambos os filmes retratam a história de Suzane von Richthofen e dos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, que na época eram namorado e cunhado de Suzane. Juntos, eles mataram os pais de Suzane - Marisia e Manfred - em um crime brutal, sem chances de defesa, enquanto eles dormiam, em 2002, em São Paulo.

 

Daniel e Cristian, a mando de Suzane, pegaram o casal desprevenido e o matou com pauladas, em uma noite qualquer. Depois, eles tentaram simular um assalto na casa, coisa que não deu muito certo.  

 

Bom, não vou ficar resumindo o que aconteceu, porque envolve muita coisa, mas Suzane disse em depoimento na época que fez isso por amor. Daniel, ex-namorado dela, disse que foi persuadido por Suzane a cometer o crime. Ela teria inventando que o pai era alcoólatra e que abusava dela durante a noite, e entre outras coisas mais.

 

A versão de Suzane é bem diferente. Não só no filme apresentado, como também em entrevistas reais que ela deu à imprensa, Suzane alega que Daniel a obrigava usar drogas e que a ideia de matar Manfred e Marisia foi dele. Daniel teria feito a cabeça da namorada para que os dois pudessem viver livres e com o dinheiro da família.

 

Então, basicamente os filmes lançados contam a mesma história, mas de perspectivas diferentes. O primeiro, “O menino que matou meus pais”, é contado de acordo com os depoimentos de Suzane no tribunal, onde ela expõe toda a trajetória do relacionamento dos dois e como o crime sucedeu, culpando o ex-namorado. Já em “A menina que matou os pais”, Daniel dá a sua versão sobre o que aconteceu naquela noite, detalhando também como era a relação do casal desde o início, até o dia em que ocorreu o homicídio.

 

O enredo destes filmes é incrível, assim como a trilha sonora, que é um espetáculo. Senti bastante medo quando assisti ao primeiro filme. No começo até estava tranquilo, mostrando ali uma história normal de romance e as brigas de família. A partir do momento em que as cenas principais, da morte do casal, começam a ser apresentadas, a coisa fica tensa, porque a gente sabe que aquilo é real, que aconteceu de verdade. Você passa a sentir na pele a angustia da Suzane no momento em que a ação começa, e também o desespero de Daniel durante as agressões. É bizarro... Cheguei a ficar enjoada com aquilo.

 

E o que falar dos atores? A Carla Diaz me surpreendeu. Ela conseguiu passar exatamente o que Suzane foi/é. A maneira de falar, aquele jeito medonho de ser, os sorrisos forçados, o olhar manipulador e até a maneira como ela dava umas viradinhas no rosto... 

 

Eu costumo ler muito, e assistir documentários e entrevistas sobre crimes que ocorreram no Brasil e também no exterior. Nos últimos anos, pesquisei muito sobre o caso Richthoffen, porque aquilo parecia impossível de acontecer, era algo bizarro demais. Quando soube que o filme estaria à caminho, imaginei que ele nos mostraria mais da realidade, o que aconteceu depois de tudo isso, como foram os desdobramentos da investigação, assim como eu acompanhei na internet, mas acho que esse não era o foco deles, porque faltou muita coisa. 

 

Mesmo assim, achei incrível ambos os filmes, apesar de ficar um pouco abalada com as cenas finais. 

 

Para quem quiser entender mais sobre o caso Richthoffen, vou deixar alguns links dos vídeos que eu assisti, onde apresentam investigações e também entrevistas que Suzane deu após o crime.

 

INVESTIGAÇÃO CRIMINAL - SUZANE VON RICHTHOFEN

ANATOMIA DO CRIME - SUZANE VON RICHTHOFEN

ENTREVISTA DE SUZANE VON RICHTHOFEN AO FANTÁSTICO

SUZANE RICHTHOFEN - ENTREVISTA COM GUGU

Carla Diaz e Suzane von Richthoffen (Fotos: Divulgação)





Kiane Berté

Kiane Berté tem 26 anos e trabalha como jornalista e fotógrafa. Nas horas vagas escreve suas histórias de romance curiosas e sonha junto delas com um mundo mais encantado e cheio de amor. Sonhadora, ela vê através das páginas de um bom livro a oportunidade de viajar para onde quiser sem sair do lugar


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