A velha cordialidade será que ainda funciona?


Por Jaime Folle

21/11/2020 08h33 - Atualizado em 21/11/2020 08h33



Os tempos mudaram e o mundo evoluiu. Não somente a tecnologia e a automação nos surpreenderam com novas descobertas, mas também o ser humano ascendeu, ficando mais frio, menos comunicativo, e isso o leva a distanciar-se cada vez mais do próprio ser humano, que em um passado não muito distante, não se imaginava que fossem acontecer assim tão rápido.

 

A tecnologia parece ter condenado ao esquecimento, a velha cordialidade que os antigos tinham como hábito de tratar as pessoas, e isso parece-nos claro que a antiga forma de cordialidade já não serve mais como modelo na atualidade. Hoje, os modelos querem muito mais um processo de comunicação a distância que um simples e gostoso abraço, além de receber com frieza as pessoas que nos visitam, este novo momento nos remete ao distanciamento do calor humano e sim a imagem das distâncias. Tipo: “tenho perto os que estão longe e tenho longe os que estão perto”.

 

A tecnologia também nos permite encontrar os amigos distantes por meio da rede, assim como se afasta de quem está ao seu lado. Também pode saber, por antecipação, seus gostos e desejos, podendo um cliente ser atendido ou receber um folder de propaganda de forma dinâmica e personalizada em questão de alguns segundos. Por exemplo, basta o presidente dos Estados Unidos resvalar na Casa Branca e torcer seu tornozelo que em questão de minutos o mundo estará vendo estas imagens em alta definição.

 

Vejamos que, se compararmos os antigos armazéns com os ultramodernos magazines de hoje, a tecnologia pode fazer a revolução no tempo e encurtar a distância, porém, permanece a velha máxima que mesmo de forma virtual o cliente precisa de cordialidade e ser tratado com atenção, alegria e, principalmente, ser valorizado como ser humano com calor humano. Estas máximas só entendem os que já passaram dos quarenta anos, porque as gerações bem mais novas não conseguem ter este mesmo entendimento, por isso a frieza e o desdém no processo de comunicação.

 

Tudo pode ter mudado na forma de comunicação entre os seres humanos com as grandes mudanças tecnológicas e comportamentais, porém não podemos esquecer de ser cordiais uns com os outros, ao menos cumprimentar o vizinho, oferecer ajuda e pedir ajuda, isso só engrandece o que costumamos chamar de cordialidade humana.

 

Até a próxima!

Jaime Folle

Formado em empreendedorismo, é um dos mais renomados palestrantes do Sul do Brasil. Está na área desde 2005. É também escritor de vários livros.


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