Meu funcionário, um mal necessário: líder sem equipe, não é líder


Por Jaime Folle

16/11/2020 09h08



Esta tornou-se nos últimos anos uma das maiores dores de cabeça e preocupações do mundo empresarial e também de fazer enlouquecer os departamentos de RH que recrutam e preparam os funcionários para o trabalho.

 

Tenho pesquisado e estudado muito sobre as gerações X, Y, Z e é visível o conflito existente entre ambas, vejo a geração X que hoje ocupa os principais cargos de comando dentro das empresas, reclamar demais das gerações Y, Z por falta de comprometimento, falta de interesse, falta de criatividade, dificilmente cumprem as metas que só pensam no salário no fim do mês, e assim vai! Quando não gritam esta frase em alto e bom tom: “funcionários, um mal necessário, se pudesse trocaria todos por máquinas”.

 

Aí fica o grande desafio junto aos líderes empresariais, que por um lado têm que corresponder em tempo recorde às metas e garantir os resultados exigidos pela empresa ou pelas contas vincendas, e por outro preparar, treinar e comandar uma equipe que ao mesmo tempo que ajude a cumprir tudo isso e ainda estar feliz e sorrir para os seus clientes, sabendo que nem mesmo ele consegue fazer isso, que também vive embaixo do mau tempo com pressão por todos os lados.

 

Um líder sem equipe não é líder, e quando se tem uma equipe que colabora com os objetivos da empresa, se alcança melhores resultados. A partir deste momento ele passa a ajudar no alcance das metas e objetivos. Com isso, este colaborador ganha a posição de uma necessidade primária na equipe, estes normalmente não são criticados, porém para se chegar a este estágio, não é com um simples recrutamento e uma seleção pela personalidade, pois os erros acontecem já por aí, onde normalmente é feito por profissionais que nunca viveram o drama de um quadro social e funcional e ao mesmo tempo comprometido com as metas e objetivos da empresa.

 

Na real, os reclames são justificados pela base estrutural, da empresa, que não foca o processo coparticipativo de suas equipes e na felicidade deles. Aqui valho-me do exemplo das cooperativas, que na sua grande maioria seus colaboradores são muito felizes e lutam por suas empresas. E por que fazem isso? Porque lá existe um bom ambiente, bem-estar, alegria, bem-estar e por isso lutam para cumprir todas as metas, pois sabem que no fim vão ter também um retorno financeiro disso.

 

Temos muito que aprender ainda, para deletar de vez esta malfadada frase: “meu funcionário, um mal necessário”.

 

Até a próxima!

Jaime Folle

Formado em empreendedorismo, é um dos mais renomados palestrantes do Sul do Brasil. Está na área desde 2005. É também escritor de vários livros.


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