A conta do almoço é do homem ou da mulher? Alguém tem que pagá-la!


Por Josieli Pereira

15/07/2020 10h07 - Atualizado em 15/07/2020 10h09


Olá, caros leitores.

 

Hoje vim compartilhar uma metáfora citada por Lendro Karnal no livro “O mundo como eu vejo”. A intenção deste texto é causar-lhe reflexão. A reflexão, seja no campo da economia ou em qualquer área da sua vida, leva você a um nível de concentração de seus conhecimentos para atingir a verdade das coisas. Refletir é pensar, pensar e repensar. Somos indivíduos pensantes e almejamos o sucesso, então vamos refletir juntos?

 

[...] No mundo tradicional, o garçom sempre entregava ao homem a comanda da refeição. Transformações culturais provocam dúvidas sobre quem assume a fatura que se encontra a ser paga. Uma postura mais democrática e moderna é deixa-la no meio da mesa que o casal decida. As metáforas são amplas, mas o que nunca mudou? Há uma conta de almoço e alguém precisa saldá-la.

 

Analisando a Pindorama, qualquer beneficio dado por um governo apresenta um custo. Sobre o uso do dinheiro público há duas posturas iniciais. A primeira é aqueles que sabem que não há almoço grátis e desaprovam que o governo gaste com programas sociais. E a segunda postura, igualmente importante, são os que reconhecem a desigualdade e conferem ao estado o papel de nivelador. Assim, o almoço tem um custo que deve ser cobrado dos mais endinheirados para financiar almoços grátis dos menos afortunados.

 

Tanto o primeiro, como o segundo grupo reconhecem que não há almoço grátis, porém divergem sobre quem deveria pagar a conta. O primeiro acha que programas sociais são desperdícios de dinheiro com objetivos políticos de controle e o segundo acha que programa social é a própria causa da existência do estado, especialmente em áreas de baixo desenvolvimento social [...].

 

Essa metáfora é apresentada, justamente em um período em que encontramos um grande debate sobre quanto do seu dinheiro, do nosso dinheiro, deve ser gasto pelo Estado. Lembremos sempre dessa verdade fundamental, o Estado não tem outra fonte de recursos além do dinheiro que as pessoas ganham, e pagam em forma de tributos, impostos, inflação ou como queira você chamar.

 

Para entendermos melhor, imagine você em uma roda de amigos onde uma pessoa passa arrecadando R$ 1,00 de cada, que será chamada de “vaquinha” para a compra de determinado alimento. Porém nessa roda de amigos, existem aqueles que estão desprevenidos e estão sem dinheiro no bolso para contribuir, como também aqueles que já fizeram sua refeição em casa e irão contribuir, mas não irão consumir. Da mesma forma acontece no Estado, o Estado é o “amigo” responsável pela arrecadação, quanto maior o número de alimentos que precisa ser comprado, maior será o valor que cada um deverá contribuir, pois o custo será maior. E mais, quanto mais pessoas “desprevenidas” que não conseguirão contribuir, maior será o valor pago pelas outras pessoas para poder cobrir as despesas de todo o grupo.

 

Sei que falar de economia e finanças, por vezes, pode ser um assunto complexo, mas esse assunto é o que nos faz viver em um ciclo envolvendo ganhar e gastar dinheiro. O dinheiro que você recebe por prestar os seus serviços ou vender suas mercadorias tem “n” variáveis que podem alterar completamente seu valor, vamos nos atentar mais para essas variáveis.

 

Espero ter ajudado você leitor a compreender mais tais questões. Sinta-se à vontade para participar, comentando aqui embaixo suas dúvidas e sugerindo novos temas, isso me ajudará no desenvolvimento das próximas colunas. Até a próxima!

Josieli Pereira

Graduada em Matemática e estudante de Gestão Financeira. Tenho 25 anos de idade e aproximadamente há cinco trabalho com sistema financeiro. Falar e estudar sobre educação financeira sempre foi como um hobby. Acredito que este tema, mesmo longe da maioria das escolas, continua transformando vidas. Venho de família humilde, que desde muito cedo ensinou que com trabalho e planejamento podemos conquistar grandes sonhos.

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