A consequência do ódio


Por Jaime Folle

12/06/2020 09h31 - Atualizado em 12/06/2020 09h31


Não podendo ser espontâneo com os outros, muitas pessoas buscam diferentes meios de lidar com seus conflitos, entre eles, o ódio. Para isso, existem quatro caminhos possíveis de alguém ser assim, como criticar os outros, inferiorizar os outros, fugir deles e agredi-los.

 

As reações acima acontecem pela falta de confiança, competência ou conhecimento necessários para determinado fim que as pessoas dominadas pelo ódio têm em si próprias. E quando isso acontece, brota a compulsão de erguer-se acima dos outros e lutar contra eles para obter um falso triunfo vingador. Na verdade, é a luta que passa a desenvolver para a conquista de algo que perdeu ou deixou de ganhar ou não está conseguindo superar.

 

As pessoas inseguras e frágeis, que no íntimo desprezam a si próprias, procuram descarregar nos outros o que gostariam de fazer na sua própria pessoas, por consequência disso, escolhem a busca desesperada da glória e de ser o melhor a qualquer custo, principalmente, prestígio e poder, e para isso não medem esforços e fazem qualquer tipo de sacrifício para conseguir o seu intento. Por vezes, abrem mão do lazer e do convívio com a família, sacrificam suas convicções, violam a ética, fraudam a lei, quando não descambam para a criminalidade ou a violência física por causa do seu ódio.

 

Apesar do tanto que se empenham, poucos são os que de fato conseguem alcançar o que buscam, normalmente acabam muito mal. A imensa maioria patina na vala comum, carregando penosamente ao longo de sua existência o peso da frustração e do fracasso. A agressividade oriunda desse sofrimento atinge de modo direto os outros e indiretamente a si próprio.

 

As pessoas dominadas pelo ódio negam tudo a sua volta e a obsessão do triunfo passa ser uma base compulsiva e incessante em seus objetivos, que nunca são, de fato, alcançados. Pessoas dominadas pelo ódio dificilmente conseguem obter o amor dos outros, a não ser por interesses recíprocos. Enxergará os outros sempre como ameaça e inimigos, ou potenciais competidores, a quem deve vencer ou exibir sua superioridade. Isso acontece com governantes do mais alto escalão até um subalterno, quando não conseguem êxito perdem o controle e o ódio acaba tomando conta de suas mentes.

 

Para estas pessoas, a solução está no amor, em um possível estado de paz interior, que permitirá viver agradavelmente e ter gosto pela vida. Pois, na vida existem apenas dois caminhos: o caminho do ódio e o caminho do amor. A decisão é de cada um.

 

Até a próxima!

Jaime Folle

Formado em empreendedorismo, é um dos mais renomados palestrantes do Sul do Brasil. Está na área desde 2005. É também escritor de vários livros.

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