Na Minha Pele


Por Kiane Berté

05/06/2020 13h20 - Atualizado em 05/06/2020 13h30


Oi pessoas, tudo bem?

 

>> Olha que legal a resenha que eu trouxe hoje pra vocês. Queria muito falar sobre esse livro, porque ele traz um assunto muito importante: o racismo.

 

NA MINHA PELELázaro Ramos

 

Como vocês devem saber, o Lázaro é um ator da Globo, muito conhecido que, além de ser talentoso, é humilde e carismático.

 

Eu me surpreendi com esse livro, porque mostrou muita coisa da vida pessoal dele que eu não conhecia e acredito que muitos dos fãs também não.

 

Ele deixa bem claro na obra, que não se trata de uma autobiografia, mas a gente leva a entender que sim, porque ele descreve basicamente como foi a infância dele, a juventude e a vida adulta; um resumo da vida pessoal dele, sobre as origens...

 

Lázaro conta as experiências que ele teve durante a vida e sobre o que tirou de ensinamento disso tudo, do processo de aprendizado dele.

 

O ator aborda diversos assuntos, como racismo, afetividade, a dificuldade de saber como falar sobre o racismo, e também sobre como é ser um ator negro.



Lázaro conta que, quando ele era criança, a palavra “negro” nunca foi dita dentro de casa e que ele não sabia o que era ser “negro”. Também fala sobre como era ser o filho da empregada.

 

O pai de Lázaro sempre quis o melhor para ele e para os irmãos. Sempre valorizou o estudo dos filhos, e por isso investiu na carreira de Lázaro para que ele tivesse alguma formação.

 

Ele foi subindo na carreira com muito trabalho e não foi apadrinhado por ninguém, como a maioria dos atores e pessoas “grandes” são.  Além disso, o ator descreve muita coisa sobre as barreiras e as discriminações que foram sendo conhecidas por ele e quebradas por ele ao longo do seu trabalho.

 

O livro dele trás uma conversa franca e inteligente, que faz a gente entender frases simples, embutidas na cabeça, que são estupidamente preconceituosas. Saem da nossa boca com tanta naturalidade, que nem se quer paramos para prestar atenção.

 

Vou dar um exemplo:

“Tá achando que eu sou sua empregada?”



Eu falava muito isso quando mais nova e achava algo normal, algo que todo mundo falava por falar, mas sem saber que isso dá a entender que o empregado tem menos condições de se posicionar, sabe?

 

Bom, existem muitas outras coisas que soam preconceituosas e a gente nem se da conta. Leia o livro para entender melhor, tá?

 

Se você gosta de um livro curto, suave e com referências, e que traga algo de bom e te ajude de alguma forma a mudar os pensamentos, além de acrescentar reflexões e ideias novas, eu super indico.

 

É um livro que mata a pau.

 

"- Como é fazer um médico, arquiteto, surfista, Roque Santeiro, boêmio da Lapa, padre, gay ou seja lá quem for... negro?

Quando ouço essa última, sempre me dá vontade de responder algo bem esdrúxulo, do tipo:

"- Não sei, pois nunca fiz um médico, arquiteto, surfista, Roque Santeiro, boêmio da Lapa, padre, gay ou seja lá quem for... verde”.

Kiane Berté

Kiane Berté tem 25 anos e trabalha como jornalista e fotógrafa. Nas horas vagas escreve suas histórias de romance curiosas e sonha junto delas com um mundo mais encantado e cheio de amor. Sonhadora, ela vê através das páginas de um bom livro a oportunidade de viajar para onde quiser sem sair do lugar

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