Plantas medicinais: espinheira-santa


Por Sacha Arielle Branco

28/05/2020 15h10 - Atualizado em 28/05/2020 15h12





Olá, tudo bem com vocês?

 

Andei sumida daqui, mas voltei com uma série muito útil para vocês: plantas medicinais. Em tempos de pandemia, onde a maioria das pessoas está em casa, ou deveriam pelo menos, acabamos olhando com mais carinho pra nossa casa. Já que temos mais tempo dentro de nossas casas, porque não fazermos uma horta medicinal? No início desta série falamos sobre a erva-baleeira, ensinei inclusive como cultivá-la, agora daremos sequência com a espinheira-santa, tão usada na nossa região. Mas te convido a cultivar as suas próprias ervas, cuidando sempre com o porte da planta e o seu espaço, cada planta demanda condições diferentes, mas te garanto que existem plantas de fácil cultivo para cada espaço.

 

Você conhece a espinheira-santa? Garanto que já ouviu falar pelo menos. Ela possui alguns nomes populares, cancerosa, cancrosa, cancorosa-de-sete-espinhos, maiteno, espinheira-divina, erva-santa. Seu nome científico é Maytenus ilicifolia Mart. ex Reissek, mas Sacha, o que eu quero com nome científico? Em momentos tão obscuros, cheios de notícias falsas, saber o nome científico pode te ajudar a buscar informações verdadeiras, por exemplo, se você quiser confirmar as informações que vou apresentar hoje, é só colocar Maytenus ilicifolia Mart. ex Reissek - artigo científico”, no site de busca que você preferir, aparecerão diversas pesquisas sobre essa planta, além do mais como cada lugar nomeia de uma maneira a planta é sempre bom se certificar que falamos da mesma espécie.



A espinheira-santa é muito usada para tratar gastrite e úlceras gástricas. Sabe quando você toma um remédio que detona o seu estômago? Então, talvez, um chá das folhas de espinheira-santa possa te ajudar. Nesses tempos de isolamento social, porque quarentena já foi há muito tempo, às vezes bate um nervosismo, não é? Nosso corpo responde a isso e, muitas vezes, é o estômago quem sofre. Ela também pode auxiliar nisso.

 

Além disso, ela tem várias outras atividades terapêuticas como atividade anti-inflamatória, cicatrizante, laxativa e levemente diurética, também possui potencial antisséptico e reduz a formação de gases.



Podemos usar ela fazendo um chá:

 

Uma colher de sopa (três gramas) das folhas secas para uma xícara de chá (150 mililitros) de água, três a quatro vezes ao dia (uma hora após as refeições e uma hora antes de deitar-se). O tempo de tratamento sugerido é em torno de 28 dias.

 

Cuidados: É contraindicado o uso durante a gravidez, por lactantes (reduz a secreção láctea) e por crianças menores de seis anos. Pode haver interação medicamentosa com antibióticos e barbitúricos. Em alguns casos foram observados boca seca e gosto estranho na boca.

 

Por hoje é isso, espero que todas se mantenham saudáveis e em casa. Fiquem bem!!!

Sacha Arielle Branco

Nascida e criada no Oeste catarinense. Bióloga, apaixonada por plantas, e mestranda em Biologia de Fungos, Algas e Plantas pela UFSC. Falará sobre temas ambientais diversos de modo simples e descontraído, com a intenção de fazer o leitor pensar sobre temas importantes ligados ao meio ambiente.


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