Yaqui Delgado quer quebrar a sua cara


Por Kiane Berté

23/05/2020 07h53 - Atualizado em 23/05/2020 08h13


Oi pessoas, tudo bem?

 

Provavelmente 90% de vocês que estão abrindo essa coluna para ler, vieram por causa do título “estranho”.

 

Mas não se assustem ou fiquem pensando: “arggg, que baboseira”, porque esse é o nome de um livro sobre bullying que eu li há alguns anos e queria falar a respeito.

 

Precisamos falar sobre esse assunto, sobre o bullying. Precisamos, mais ainda, alertar e educar nossas crianças (digo num geral, porque eu não tenho filhos, mas tenho sobrinho, afilhados... enfim) desde cedo, de que isso se trata de um crime e pode mudar a vida de alguém completamente.

 

Todo mundo aqui, ou uma parte de vocês que estão lendo, já sofreram bullying na infância ou adolescência, seja na escola ou na rua... Se você não sofreu, sinta-se privilegiado.

 

Hoje em dia existe lei contra isso, mas na minha época de escola, o bullying nem era conhecido como crime e nem levava um nome... Era conhecido apenas por “implicância”. Eu já sofri bullying, e de pessoas com quem eu nunca tive contato ou que eram próximas de mim.

 

Lembro-me também que muitos dos “bem de vida” – como a gente costumava chamar as pessoas ricas – gostavam de caçoar os mais inferiores ou os que eram um pouco diferente deles. Foi uma época bem complicada. Tenho amigas que até foram espancadas e perseguidas na rua por birras estúpidas, que até hoje não sabemos explicar.

 

Convenhamos que o foco dessa coluna não é a minha vida pessoal ou a das minhas amigas, né? Mas como o assunto casava com o assunto, resolvi citar.

 

O bullying precisa ser combatido!

Capa do livro de Meg Medina (Foto: Reprodução/Intrinseca)

YAQUI DELGADO QUER QUEBRAR A SUA CARA Meg Medina

 

Aqui temos a protagonista chamada Piedade, popular Piddy, uma jovem muito educada, boa, que sempre tirou boas notas e que nunca deu problema para a mãe (e olha que a mãe dela sempre foi bem controladora).

 

Até aí, tudo normal. As coisas começam a ficar complicadas na vida dela a partir do momento em que sua mãe resolve mudar de bairro. Além de mudar o ambiente familiar, a Piddy também muda o ambiente escolar. Ela acaba entrando para uma escola nova, sem conhecer absolutamente ninguém e, do dia pra noite, recebe uma mensagem de que uma tal de Yaqui quer quebrar a cara dela.

 

A Piddy não deu muita bola pro recado, até porque era nova ali e não conhecia ninguém, absolutamente ninguém na escola. No decorrer dos dias, ela começou a perceber que aquilo realmente era algo de que devesse se preocupar.

 

A vida da Piedade começa a se transformar em um inferno. Ela começa a sofrer bullying e pressão psicológica, todos os dias, além de ter medo de ser agredida pela Yaqui a qualquer momento.

 

A Yaqui começa a passar dos limites com suas ameaças graves e Piddy passa a ser seguida e até espancada, sem ao menos saber o porquê daquilo. A Piddy, uma menina bonita e inteligente, vai se desfazendo aos poucos por causa do bullying, e vai deixando a autoestima e a saúde mental dela no subsolo.



Nesse livro, um dos personagens até cita que em todas as escolas existe uma “Yaqui Delgado”, uma pessoa que pratica bullying. E ele serve para tirarmos uma lição de vida muito grande.

 

Eu indico essa leitura para você que está na escola, naquela fase da adolescência, onde as coisas não são bem o que você achava que seriam. A fase complicada da vida, resumindo.

 

O livro mostra que brincadeiras ou implicância gratuita, podem acabar destruindo uma pessoa por dentro e prejudicando a saúde mental dela.

 

Se você que está lendo já praticou bullying, ou está praticando, é a hora de parar, hora de refletir, e hora de entender que brincadeiras de mal gosto não tem graça nenhuma e que podem prejudicar a vida de alguém seriamente. 

 

Não seria muito mais divertido e muito mais proveitoso, se tratássemos o outro como gostaríamos de ser tratados?

 

>> Fica a dica <<

 

Um bom sábado e um grande abraço.

Até a próxima!

Kiane Berté

Kiane Berté tem 25 anos e trabalha como jornalista e fotógrafa. Nas horas vagas escreve suas histórias de romance curiosas e sonha junto delas com um mundo mais encantado e cheio de amor. Sonhadora, ela vê através das páginas de um bom livro a oportunidade de viajar para onde quiser sem sair do lugar

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