Azul como ela nunca conheceu


Por Kiane Berté

15/05/2020 09h35 - Atualizado em 15/05/2020 09h54



Primeiro livro da trilogia "Azul" (Foto: Divulgação)

Oi pessoas, tudo bem?

 

Olha quanto tempo faz que eu não trago uma resenha de livro aqui, né?

 

Confesso que a coisa que menos estou fazendo nessa quarentena é ler. Tô lendo bem pouco nos últimos meses, mas tenho motivos para isso, e eles não vêm ao caso.

 

Tô aqui pra falar do livro da pessoa mais que querida que eu conheci, graças ao Wattpad, e que me ajudou muuuuito. A Sil Záfia, a autora do livro que vou resenhar agora, é uma querida de uma pessoa e merece todo o sucesso do mundo.

 

Preciso deixar claro, mais claro que o céu em dias de sol, que essa obra é nacional e que foi lançada de forma independente pela autora.

 

Quero ser igual a ela quando crescer!

Azul Como Ela Nunca Conheceu (Foto: Divulgação)

AZUL COMO ELA NUNCA CONHECEU – Sil Záfia

 

Eu já falei em algum lugar das minhas colunas que eu adoro livros nacionais. Esse, por exemplo, me cativou muito e abriu as portas dos livros brasileiros para mim. Antes, eu só queria saber dos que aconteciam lá fora, mas depois de “Azul”, minhas perspectivas mudaram.

 

Esse livro escrito pela Sil tem uma pegada de mistério, que me prendeu do começo ao fim. Quando acabei de ler, fiquei tipo: “Oh, meu Deus, como assim?”

 

Ele nos leva para a Itália, em mil setecentos e alguma coisa, época em que as meninas sonhavam com um bom casamento (não que agora seja diferente, mas naquele tempo os costumes eram outros... vocês me entendem, né?).

 

A nossa protagonista aqui é a Izabella, popular Bella. Assim como todas nós, a jovem adolescente já estava de olho em alguém para juntar os trapos, e o pretendente era um amigo dela, ex-militar.

 

Ele também queria muito se casar com ela, mas iria pedir a mão da menina aos pais dela, assim que ele tivesse uma casa boa e estivesse bem financeiramente.

 

Como ele demorou demais, o pai da Bella, o senhor Fontana, acabou perdendo todo o dinheiro da família em um jogo de azar, para um estranho chamado John Smith. Pra piorar a situação, como ele não tinha mais nenhum bem para apostar, ofereceu a própria filha ao homem... Adivinha? O senhor Fontana perdeu ela também!

 

Que burro, dá zero pra ele!

Segundo livro, "Cinza Escuro" (Foto: Divulgação)

Apesar da Bella não querer se casar com o estranho, e ficar muuuuito brava com o pai pelo ocorrido, ela foi obrigada a subir no altar com o Boy Bom de Jogo.

 

A mãe da menina, no dia do casamento, disse para ela obedecer ao marido, e todas aquelas coisas que as mães costumam falar para as filhas. Além disso, ela também disse que os homens costumam ser estranhos...

 

Não sei em que sentido ela disse isso, mas “estranho” se tornou a palavra que resumiria a história dali em diante.

 

Após o 'casório', ela chega com o marido na “nova casa velha”, aonde viveria o resto da sua vida. Digo isso, porque a Bella fica completamente sem chão ao ver o local. É muito velho, diferente do que ela estava acostumada a ter, e parece não ter sido habitado há décadas. Pela maneira como a Sil descreveu a casa, parecia bem o castelo de Frankenstein, na versão dublada.

 

Na noite de núpcias dos dois, a Bella percebe que as coisas que ele faz com ela não são normais, e fica preocupada se vai ter que repetir as mesmas coisas, todas as noites, durante sua estadia na casa do marido estranho.

 

Nos dias seguintes, ela passa a se perguntar e tentar decifrar quem é o homem com quem foi se casar.  John é bem bipolar e passa de carinhoso a agressivo, em questão de segundos. Resumindo: ele é aquele tipo de pessoa que você não gostaria de encontrar de noite na rua.

 

A partir daqui, as coisas vão ficando mais pesadas, acontecem coisas horríveis e a gente vai descobrindo junto com a Bella, quem é John Smith, o sortudo dos jogos.

 

Sem spoiler, mas eu adianto: é sobrenatural e temos fantasmas nessa história, e são fantasmas do presente, do passado, do futuro... 

 

Não dá pra contar mais do que isso, porque vou acabar falando o que não devo. E não é isso o que queremos, né?

 

Esse livro é uma trilogia. A autora já lançou o segundo, chamado de “Cinza Escuro” (Eu já tenho. Autografado inclusive, dá licença!). Porém, o terceiro e último livro ainda não foi finalizado, mas a Sil garante que vem muito suspense por aí.

Terceiro e último livro da trilogia (Foto: Divulgação)

Espero que vocês tenham gostado da história. Sei que não falei muito a respeito, mas não tinha como resumir mais do que isso, porque iria perder a graça depois.

 

A parte ruim dele é que não tem mais livro físico de "Azul", porque esgotaram... Sério! Mas procurem o e-book dele na Amazon e vão ler. Super indico!

 

"Não se aproxime muito

É escuro aqui dentro

É onde meus demônios 

Se escondem..."

 

Um beijo e até a próxima.

Kiane Berté

Kiane Berté tem 25 anos e trabalha como jornalista e fotógrafa. Nas horas vagas escreve suas histórias de romance curiosas e sonha junto delas com um mundo mais encantado e cheio de amor. Sonhadora, ela vê através das páginas de um bom livro a oportunidade de viajar para onde quiser sem sair do lugar


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