Os últimos dias


Por Kiane Berté

03/04/2020 08h25 - Atualizado em 17/04/2020 14h39


Oi, pessoas, tudo bem?

 

>> Eu estava com saudades de trazer resenhas de livros aqui pra vocês, então, decidi recomeçar por uma obra nacional que promete mexer com todos os sentimentos possíveis da gente.

 

  Os últimos dias – Bela Dias

 

Eu fiz a descoberta desse livro em agosto de 2018, durante a Bienal do Livro em São Paulo. A Bela, dona dessa obra maravilhosa, foi parar no lançamento do meu livro no estande da editora Autografia e lá passamos a trocar uma ideia sobre leituras e sobre nossos filhos (livros, eu digo).

 

Eu adquiri o livro da Bela algumas semanas depois do nosso encontro e me arrependi de não ter feito isso antes. O livro dela é bem pequeno, com 121 páginas e de leitura bem simples, fácil e rápida. Fiquei tão afobada com ele, que li em DUAS HORAS. Pode isso, produção?

 

Pode sim. Já disse que a leitura dele é fácil e rápida!

 

A história fala sobre uma menina de 16 anos que descobre que está com leucemia. O livro nos mostra como aconteceu a descoberta da doença e todo o processo de internação da menina no hospital.

 

Já passando pelos “procedimentos de cura”, a menina conhece um garotinho de seis anos que também sobre com a mesma doença. Eles dois acabam se tornando amigos e passam a lutar pelo câncer, juntos.



Eles passam a dar apoio um ao outro no decorrer dos dias e reforçam a ideia de que cada manhã a mais que eles acordam, é um bônus que eles precisam aproveitar.

 

Tudo o que é mostrado no livro nos remete ao fato de que achamos que o “outro dia” é um dia qualquer, um dia a mais na nossa lista, e assim deixamos de aproveitar as oportunidades que a vida nos dá. Muitas vezes, mantemos uma vida robotizada e damos mais importância ao trabalho do que para os amigos e para a família (eu mesma não aproveitei muitas oportunidades que a vida me deu... segue de exemplo para não seguir).

 

‘Os Últimos Dias’ é um grande exemplo de vida, de superação, de dor que precisamos superar, e principalmente de amar e ajudar o próximo. Ele foi baseado na história verdadeira de um menino de seis anos, amigo da professora da irmã da Bela Dias. A educadora contou a história comovente sobre o garotinho à ela e Bela, como a contadora boa de histórias que é, resolveu expor para todos.

 

Esse livro mexeu muito comigo.

 

Meus olhos já estão marejados só de lembrar da história.

 

Ele trás uma metáfora muito curiosa, onde associa o título com uma mensagem interna. A Bela deixou as palavras “dias” e “dia” em negrito na história, de uma forma proposital. Essas palavras pequenas querem representar a contagem dos dias, como se fosse os dias finais, assim como o nome do livro diz.

 

>> Se você for ler esse livro, já prepara os lenços para poder enxugar as lágrimas que vão ficar acumuladas embaixo dos seus olhos.

 

"Aprendi que a palavra câncer é muito mais assustadora quando vivida, situação que ser algum merece. Mas acredito que, assim como poucas pessoas são sortudas nesse mundo, também são poucas as azaradas. Para fazer parte de algum desses grupos, é necessário estar entre a minoria da população. Desejo que no ano que vem eu entre para o outro grupo, acho que mereço. Mas será que quem consegue a cura do câncer já pode ser chamado de sortudo? O azar: ser diagnosticado com câncer; a sorte: ser curado. Então acho que mudei, sim, de grupo."

 

Gostaram da dica de leitura?

 

Espero que sim!

 

Um beijo e até a próxima.

Kiane Berté

Kiane Berté tem 25 anos e trabalha como jornalista e fotógrafa. Nas horas vagas escreve suas histórias de romance curiosas e sonha junto delas com um mundo mais encantado e cheio de amor. Sonhadora, ela vê através das páginas de um bom livro a oportunidade de viajar para onde quiser sem sair do lugar

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