Sessão cineminha: Um Olhar do Paraíso


Por Kiane Berté

13/03/2020 08h19 - Atualizado em 17/04/2020 14h39





Olha quem apareceu...

 

Desculpem por não ter postado nada na semana passada, mas não teve como.

 

Trouxe hoje um filme bem emocionante/triste/dramático, chamado ‘Um Olhar do Paraíso’, que foi visto por mim umas 12263263727 vezes (sem exagero).

 

O filme é uma adaptação do livro “Uma vida interrompida - Memórias de um anjo assassinado (não li, por falar nisso), e tem uma sensibilidade enorme, mostrando que o amor é além da vida.

 

Esse filme conta a história de uma adolescente chamada Susie Salmão, que foi assassinada na saída da escola. O filme foi lançado em 2010 e tem mais de duas horas, mas são horas que passam voando e você nem vê... No final você fica tipo: acabou? Quero mais!

 

É uma trama que te prende muito, te fazendo chorar, pensar, ficar com raiva e sentir dor no coração. Para quem já assistiu, vai saber do que eu estou falando. É aquele tipo de filme que te mostra a vida real, que te faz pensar sobre deixar os filhos menores sozinhos por aí ou deixá-los andarem com desconhecidos... 



Não sei ao certo se houve estupro antes da morte da protagonista, porque eles não deixam claro no filme, mas só de saber que a guria foi pega em uma ‘emboscada’ pelo assassino e não teve pra onde correr e nem gritar, faz com que a gente fique apreensiva e completamente sem chão.

 

O assassino dela é o próprio vizinho, um homem solitário e completamente psicótico, que tem cara de gente nojenta e perversa sem precisar conhecer de verdade. Você conhece alguém assim?

 

Bom, a Susie foi convidada por ele para entrar em uma espécie de porão construído por ele, embaixo da terra, em meio a um milharal. A menina entra nesse lugar sem saber ao certo onde está se metendo. Depois, ela se arrepende completamente.

 

O crime todo acontece ali, naquele porão apertado e longe dos olhos das pessoas. Após o assassinato, o espírito da Susie é visto por uma mulher que é considerada estranha na cidade, mas que é apenas uma médium.

 

A Susie, não consegue ir para o céu já que quer vingança e não se conforma com a morte, então, ela está numa espécie de purgatório ou sei lá o que, junto com outras meninas que também foram mortas pelo vizinho dela.



O lugar se transforma de acordo com os pensamentos e sentimentos dela. Em alguns momentos, a gente tem a impressão de estar vendo um filme de fantasia ou comédia, sei lá. Folhas viram pássaros e imensos barcos engarrafados navegam pelos mares, entre outras imagens surrealistas. Mas todas são coisas que ela vivia e via em vida.

 

Neste lugar especial, Susie conhece uma garota chamada Holly. Holly explica para a Susie que, para ir ao paraíso, ela precisa abandonar os sentimentos que a prendem ao mundo dos vivos e aceitar a própria morte. Susie está frustrada por não poder realizar seus sonhos nem ter conseguido o seu primeiro beijo do menino que ela gostava, além de sentir falta da família e vontade de se vingar de seu assassino.

 

Além de acompanhar o que acontece com sua família e amigos, Susie é assombrada por pesadelos como o momento de sua própria morte. A família dela foi abalada pela trágica morte da garota.

 

O pai busca vingança e se intromete muito nas investigações da polícia. A mãe não consegue chegar perto do quarto da filha morta e, por isso, mantém o local fechado. E o vizinho assassino, que ninguém desconfia até parte da trama, guarda o corpo esquartejado da menina dentro de um cofre no porão da casa dele.

 

A vingança divina chega no final e eu gostaria muito que vocês assistissem para descobrir o desfecho. 

 

Quando vocês estiverem sem filmes na lista da sexta-feira e sábado à noite, procurem ele na Netflix e assistam para depois contar aos amigos que um cisco caiu no olho de vocês. HIHI

 

Ah, e lembrem-se: nunca falem ou andem com pessoas estranhas. Pode ser perigoso!
 

“Meu sobrenome é Salmão, igual ao peixe; primeiro nome, Susie. Eu tinha 14 anos quando fui assassinada, no dia 6 de dezembro de 1973. Eu estive aqui durante um tempo e depois eu fui embora”.





Kiane Berté

Kiane Berté tem 25 anos e trabalha como jornalista e fotógrafa. Nas horas vagas escreve suas histórias de romance curiosas e sonha junto delas com um mundo mais encantado e cheio de amor. Sonhadora, ela vê através das páginas de um bom livro a oportunidade de viajar para onde quiser sem sair do lugar


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