Então é Natal... Chama a Simone!


Por Samara dos Santos

24/12/2019 13h29 - Atualizado em 17/04/2020 14h39



Quem faz a ceia da sua família? (Fotos: Arquivo pessoal)

Olá meu bem, tudo bem?

 

Provavelmente você deve estar naquela correria louca de preparar a tão esperada ceia da noite de hoje, vai receber aqueles parentes e amigos próximos para comer até cansar, para amanhã almoçar de novo com todo mundo e passar o dia jiboiando arrependido da quantidade de comida que você comeu.

 

Então, para descontrair e você esquecer que tem que ser simpático com aquele tio que só fala de política e faz piada ruim, vamos conversar sobre a origem dos pratos que não podem faltar na maior parte das ceias brasileiras e o porquê nós comemos comidas tão pesadas em pleno verão.



A comemoração do Natal começa muito antes do nascimento de Jesus, mais ou menos sete mil anos antes. A princípio era a comemoração do solstício de inverno, que nada mais é do que a noite mais longa do inverno no hemisfério norte. Quando a religião cristã começou a surgir em Roma eles precisavam de uma comemoração que fizesse frente à comemoração do solstício, como na bíblia não há nada específico sobre a data do nascimento de Jesus, eis que surge ao Natal.

 

Não sabemos ao certo como foram as primeiras comemorações do Natal, mas uma coisa é certa a melhor parte era o banquete que sempre esteve lá. Agora, o famoso peru... esse aí não estava lá não. Ele é uma ave nativa da América do Norte e consumida tradicionalmente no dia de Ação de Graças onde os nossos vizinhos de cima comemoravam a boa colheita. Por ser uma ave de fácil engorda e grande foi levada para a Europa como sinônimo de fartura.



Para acompanhar o peru, só mesmo aquela farofa que usamos para recheá-lo que fica bem molhadinha. Dela você pode se orgulhar que não há nada mais brasileiro do que a farofa. Criada pela cultura indígena local, muito usada para disfarçar o gosto cru, mas principalmente para dar aquela liga e ser mais fácil de alimentar-se com as mãos.

 

Não podemos nos esquecer da sobremesa mais amada de todas: a querida rabanada. Essa daí, lamento te dizer, mas até hoje ninguém sabe quem fez primeiro, mas se eu fosse apostar em alguém, apostaria na França. Lá ela se chama Pain Perdu ou traduzindo literalmente pão perdido. Já nos EUA chama-se French Toast ou traduzindo literalmente torrada francesa, agora você já sabe por que eu aposto na França nisso aí. Também temos na Inglaterra como Eggy bread e em Portugal que é Rabanada mesmo. Cada país adaptou sua receita para os produtos disponíveis em sua região, mas o importante é que no final: fica tudo uma delícia não importa o nome que se dá (mas a melhor rabanada de longe é a da minha avó com suco e licor de laranja, tá?!).

 

Me conta aí nos comentários quem faz a ceia de Natal na sua família. Cada um leva um prato ou alguém cozinha tudo? Você faz alguma comida especial para o Natal? Qual a comida que você espera o ano inteiro para comer?

 

Que seu Natal seja repleto de amor e doces memórias sejam criadas. Feliz Natal!

Samara dos Santos

27 anos e carioca. Gastrônoma de formação, mas confeiteira por amor. Trabalhou em vários eventos de confeitaria pelo país e com chefs internacionalmente reconhecidos. Está aqui para falar de gastronomia e alimentação de forma simples e descomplicada.


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