Benefícios do uso da erva-baleeira


Por Sacha Arielle Branco

29/11/2019 08h39 - Atualizado em 17/04/2020 14h39



(Foto: Reprodução)

Olá pessoal, tudo certo?

 

Seguindo com o nosso resgaste cultural, hoje vou falar sobre a erva-baleeira, começando pelo nome. Essa planta também é conhecida como baleeira, camarinha, catinga-de-barão, erva-preta, maria-preta ou ainda camaramomeira-do-brejo.

 

O nome científico dessa planta é Varronia curassavica. Ela é nativa no Brasil, e pode ser encontrada no Norte (Amazonas, Amapá, Pará e Tocantins), Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Sergipe), Centro-Oeste (Goiás e Mato Grosso do Sul), Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo) e Sul (Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina).

 

 É um arbusto ereto, muito ramificado de até 2 metros de altura. Suas folhas são verdes, e inteiras, são coriáceas (textura semelhante ao couro), e possuem aroma característico. As flores são brancas e pequenas. Já os frutos são pequenos, arredondados e de cor vermelho-escuro.

 

Para Cultivar podemos semear ou utilizar mudas produzidas a partir de estacas de ramos novos. As partes da erva-baleeira que podem ser utilizadas como remédio fitoterápico são as folhas e partes aéreas da planta.

 

Esta erva é muito utilizada no tratamento da úlcera gástrica, artrite reumatoide e diversos processos inflamatórios e infecciosos como cicatrizante e anti-inflamatória.

(Foto: Reprodução)

Segundo a cartilha de plantas medicinais no SUS (Sistema Único de Saúde) de Campinas, em São Paulo, a dose adequada e forma de preparo indicadas são:

 

Uso interno

 

Infusão: 1,5 g de folhas secas para uma xícara de chá (150 ml) de água. Acima de 12 anos tomar duas ou três vezes ao dia.

 

Uso externo

 

Infusão: 1,5 g de folhas secas para uma xícara de chá (150 ml) de água. Realizar compressas três vezes ao dia.

 

Emplasto: folhas frescas, três vezes ao dia.

 

Cuidados

 

Nas quantidades corretas é uma planta bastante segura e de baixíssima toxicidade. Deve ser evitada por gestantes e lactantes.

 

Para mais informações sobre essa planta vocês podem ler também a Cartilha de Plantas Medicinais de Campinas, o panfleto digital da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) ou ainda na cartilha da Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina).

 

Ah, a erva-baleeira também pode ser usada na culinária, pois ela é uma Panc (Planta Alimentícia Não Convencional), mas este é um assunto para minha amiga Samara, a colunista que escreve sobre gastronomia.

 

Desejo um bom uso da erva-baleeira, fiquem bem e até a próxima coluna.

Sacha Arielle Branco

Nascida e criada no Oeste catarinense. Bióloga, apaixonada por plantas, e mestranda em Biologia de Fungos, Algas e Plantas pela UFSC. Falará sobre temas ambientais diversos de modo simples e descontraído, com a intenção de fazer o leitor pensar sobre temas importantes ligados ao meio ambiente.


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