Schumacher faz tratamento experimental com células-tronco e estaria consciente, diz jornal

Heptacampeão da Fórmula 1 teria passado por procedimento para reduzir inflamações, mas estado de saúde do ex-piloto continua um segredo desde o acidente de esqui em 2013

Por Oeste Mais

12/09/2019 12:43 - Atualizado em 12/09/2019 12:43



Ainda é um segredo o estado de saúde de Michael Schumacher. Quase seis anos depois de um grave acidente de esqui, o heptacampeão da Fórmula 1 teria passado por um tratamento experimental com células-tronco na terça-feira, no hospital Georges Pompidou, em Paris, segundo o jornal "Le Parisien".

 

O alemão de 50 anos estaria consciente, podendo ser liberado nesta quarta para voltar à sua casa Em Lausanne, na Suíça. A assessoria de imprensa da família Schumacher, porém, não comenta as informações do periódico francês.

(Real estado de saúde do piloto continua sendo um mistério (Foto: Infoesporte)

Michael Schumacher teria chegado sob um forte esquema de segurança e com sua maca coberta por um pano azul para não revelar a identidade do alemão. De acordo com o jornal francês, o ex-piloto chegou em uma ambulância registrada em Genebra, cidade da Suíça.

 

Schumacher teria sido levado ao hospital francês para um experimento com células-tronco com o pioneiro médico francês, Philippe Menasche, para reduzir inflamações causadas pelo estado em que se encontra.

 

Segundo o jornal francês, Schumacher estaria consciente após o procedimento. Ele inclusive teria recebido a visita de Jean Todt. O presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) teria ficado no hospital durante 45 minutos antes de sair discretamente. Todt já afirmou que faz visitas frequentes a Schumacher.

 

Médicos questionam

 

Ao jornal Daily Express, a diretora do Centro de Pesquisa sobre Coma do Instituto Neurológico de Milão (Itália), Matilde Leonardi, se mostrou muito cética.

 

“Não há tratamento experimental com células-tronco que tenha um efeito positivo para pacientes em estado de consciência mínima como Michael Schumacher. As notícias divulgadas sobre o ex-piloto estão apenas alimentando falsas esperanças e iludindo as famílias dos pacientes. Ontem de manhã recebi duas ligações telefônicas de parentes de dois pacientes que queriam informações para permitir que seus filhos acessassem o mesmo tratamento. Eu me vi explicando que não sabemos nada sobre a existência desse tratamento”, disse a médica.

 

Para Leonardi, existe uma precipitação em relação aos tratamentos com células-tronco, e que ainda não é possível confiar numa solução de problemas neurológicos e de medula com esse tipo de abordagem.

 

“Todos esperamos que sim, mas a verdade é que (o tratamento) não existe, pelo menos por enquanto. Infelizmente, estudos conduzidos com células-tronco para doenças que afetam o cérebro e a medula não deram os efeitos esperados.

 

Já o professor Brendon Noble, da Fundação Britânica de Células-Tronco, não acredita que o eventual tratamento divulgado tenha a ver com as lesões neurológicas, mas, na melhor das hipóteses, para tratar de alguma outra infecção.

 

"Eu acho que é improvável porque foi há muito tempo. A menos que tenha havido algumas complicações. Parece improvável para mim. Mas eu definitivamente não descarto isso. Nós simplesmente não sabemos", disse ele ao "Daily Mirror".

 

Acidente em 2013

 

Michael Schumacher sofreu um grave acidente de esqui, em Méribel, na França, no dia 29 de dezembro de 2013. O alemão teve um trauma ao bater a cabeça em uma pedra e foi levado de helicóptero ao hospital Moutier, a 17 km dali, menos de dez minutos após a queda na Estação de Esqui.

 

Posteriormente, foi removido para outro hospital, em Grenoble, sudeste da França. Segundo comunicado oficial, Schumacher estava em estado crítico e seria operado naquele mesmo dia.

 

Após quase três meses no hospital de Lausanne, na Suíça, Schumacher foi transferido para casa. Segundo nota de Sabine Kehm, assessora da família, o heptacampeão da Fórmula 1 apresentou progressos em seu quadro clínico e continuaria o tratamento na mansão de sua família, na pequena cidade de Gland, às margens do Lago Léman, também na Suíça, onde permanece até hoje sob um forte esquema de segurança.

Com informações do Globo Esporte


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