Trump ou Biden? EUA vão às urnas para definir quem será presidente a partir de 2021

Pesquisas apontam democrata como favorito diante de republicano desgastado por sua gestão da pandemia e crise econômica trazida pelo coronavírus

Por Oeste Mais

03/11/2020 09h02 - Atualizado em 03/11/2020 09h02



Trump e Biden durante segundo e último debate antes das eleições nos EUA, em 22 de outubro (Foto: Reuters)

Joe Biden e Donald Trump disputam nesta terça-feira, dia 3, uma eleição presidencial que deve bater recorde histórico de participação, com mais de 150 milhões de votos.

 

O número se torna ainda mais impressionante ao lembrar que o voto não é obrigatório nos Estados Unidos. Em 2016 votaram cerca de 60% dos 240 milhões dos cidadãos aptos, mas este ano a porcentagem deve ficar acima dos 65%, segundo projeções.

 

Quando será anunciado o vencedor, porém, ainda é incerto. Diferentemente de 2016, quando Trump foi confirmado vitorioso já na madrugada seguinte ao dia da votação, é esperado que a apuração dos votos neste ano demore mais. Isso porque alguns estados só começam a contar os votos que chegam por correspondência após o fechamento das urnas.

 

Como é preciso validar a autenticidade da cédula e, em 2020, houve aumento nessa modalidade de votação, a demora é prevista pela maioria dos analistas eleitorais americanos.

 

Para vencer a eleição e se tornar presidente, não basta conquistar a maior quantidade de votos populares. Os Estados Unidos adotam o sistema de Colégio Eleitoral, que tem 538 integrantes. Um candidato à presidência precisa garantir 270 deles para chegar ao cargo.

 

Quando os eleitores norte-americanos votam, eles na verdade estão decidindo para quem vão entregar os delegados de seus estados. E estados com mais habitantes têm mais delegados no Colégio Eleitoral. O sistema do Colégio Eleitoral existe justamente para que estados mais populosos tenham peso maior na decisão.

 

Para ajudar, quase todos os estados – com exceção apenas de Maine e Nebraska – adotam um sistema chamado "winner takes all" (ganhador leva tudo), no qual o candidato que conseguir o maior número de delegados fica com todos.

Com informações do G1


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