Alemanha e França anunciam lockdown parcial após explosão de casos de Covid-19

Bares e restaurantes ficarão fechados nos dois países e apenas escolas abrirão. Medidas visam conter a segunda onda de coronavírus.

Por Oeste Mais

29/10/2020 09h59 - Atualizado em 29/10/2020 10h01



Os governos da Alemanha e da França anunciaram nesta quarta-feira, dia 28, um lockdown parcial para conter a segunda onda do novo coronavírus nos dois países.

 

As novas medidas ocorrem em uma semana de forte alta nos casos de Covid-19 na Europa, com mais diagnósticos do que a onda mortal vista no primeiro semestre. O intuito é evitar o colapso de hospitais, como ocorrido meses atrás, no começo da pandemia.

 

Em comum, as novas diretrizes anunciadas incluem o fechamento de bares e restaurantes. Apenas escolas podem abrir.

Angela Merkel, chanceler da Alemanha (Foto: Fabrizio Bensch/Pool/Reuters)

Na Alemanha a decisão foi tomada depois que autoridades de saúde registraram quase 15 mil novos casos em 24 horas — o maior número de diagnósticos diários no país desde o início da pandemia. São mais de 449 mil casos de Covid-19 desde o começo da crise sanitária na Alemanha.

 

Segundo o governo alemão, os hospitais do país ainda têm capacidade de lidar, em número de leitos, com os infectados pela doença. Porém, há o temor de que a ocupação hospitalar se torne um problema nas próximas semanas.

 

O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou a retomada de medidas como o fechamento de bares, restaurantes e comércios e a volta da exigência de que as pessoas que circulem nas ruas apresentem justificativas. As escolas até o ensino médio permanecem abertas, mas deverão seguir protocolos que ainda não foram divulgados.

 

O comércio, segundo o presidente, poderá reabrir em 15 dias caso as autoridades avaliem que as primeiras semanas do lockdown deram bons resultados.

 

Em pronunciamento na televisão, Macron avaliou que o impacto da segunda onda da Covid-19 será pior do que o primeiro pico da doença no país, entre março e abril. "A segunda onda será sem dúvidas mais dura e mortal do que a primeira", disse. De acordo com as autoridades de saúde francesas, entre 40 mil e 50 mil novas infecções têm sido identificadas todos os dias.

Com informações do G1


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