Presos se infectam com o novo coronavírus na Califórnia para sair da cadeia

De propósito, detentos de uma cadeia em Los Angeles dividiram máscara e a mesma garrafa de água

Por Oeste Mais

13/05/2020 10h52 - Atualizado em 13/05/2020 10h52


Presos de uma cadeia de Los Angeles, nos Estados Unidos da América, se infectaram com o novo coronavírus com o objetivo de serem libertados sob custódia, no começo do mês passado. De acordo com autoridades municipais, um a um, detentos do Centro Penitenciário de North County, no condado de North, em Castaic, na Califórnia, beberam da mesma garrafa de água e passaram no rosto uma máscara antes de entregá-la a um outro preso, conforme imagens de câmeras de segurança da prisão.

 

O condado, que registrou 357 infecções entre presos e um total de casos que mais do que triplicou desde o final de abril, já havia libertado alguns detentos em razão da contaminação. De acordo com o xerife do condado de Los Angeles, Alex Villanueva, até meados de abril, a cadeia não registrava nenhum caso de coronavírus. Pouco tempo depois, porém, um surto se instalou no local, com 21 presos tendo testes positivos para a covid-19.

 

“De alguma forma, havia uma crença equivocada de que, se eles tivessem um resultado positivo, a direção da cadeia os liberaria. Mas isso não vai acontecer”, afirmou Villanueva.

Pelo menos 21 detentos foram contaminados (Foto: Divulgação)

Embora não esteja claro como os detentos sabiam da contaminação de outro preso, as imagens deixam claro que houve uma ação deliberada para que houvesse a infecção, segundo afirmou o xerife. O primeiro vídeo, de 26 de abril, mostra um preso enchendo uma garrafa com água quente de um recipiente que geralmente é usado para cozinhar macarrão ou fazer café instantâneo.

 

Depois, conforme as imagens, esse preso vai à direção de pelo menos outros 20 detentos e todos tomam a água. Villanueva disse que, além de espalhar o vírus, os detentos tentavam elevar suas temperaturas, um sintoma da doença, pouco antes de serem examinados por uma enfermeira.

 

De acordo com Villanueva, os presos costumam “guardar com zelo” seus copos e foi esse uso compartilhado que levantou as suspeitas da direção da cadeia. “O comportamento de dividir o copo, e considerando o fato de que 21 presos se infectaram nesse módulo, mostra qual era a intenção deles”, disse.

Com informações do Estadão

COMENTÁRIOS

Os comentários neste espaço são de inteira responsabilidade dos leitores e não representam a linha editorial do Oeste Mais. Opiniões impróprias ou ilegais poderão ser excluídas sem aviso prévio.