Facebook apaga perfis falsos com fotos geradas por inteligência artificial

Publicações alcançavam 55 milhões de seguidores no Facebook

Por Oeste Mais

24/12/2019 15h31 - Atualizado em 17/04/2020 14h39



O Facebook anunciou a derrubada de uma rede de conteúdo e engajamento falso construída em suas plataformas para promover páginas de fora da rede social.

 

Algumas das contas utilizavam fotos de perfis geradas por inteligência artificial para não levantar suspeitas, enquanto outras copiavam as fotos de perfis legítimos. Os responsáveis também teriam gasto US$ 9,5 milhões (dólares) em publicidade contratada a partir de contas legítimas e falsas.

 

A rede era composta por 610 perfis, 89 páginas e 156 grupos no Facebook, além de 72 contas do Instagram. As publicações alcançavam 55 milhões de seguidores no Facebook, 381,5 mil membros de grupos no Facebook e 92 mil seguidores no Instagram.

 

Para alcançar mais pessoas, as páginas publicavam memes e conteúdos envolvendo a política norte-americana, como o impeachment de Trump, ideias conservadoras, candidaturas políticas, eleições, comércio, valores de família e liberdade religiosa.

Anúncios também promoviam teorias conspiratórias (Foto: Reuters)

As contas falsas eram utilizadas para criar um engajamento inorgânico nessas postagens, o que viola as políticas do Facebook, o engajamento pode levar o algoritmo da rede social a entender que um conteúdo é altamente relevante e assim mostrá-lo para mais pessoas. Pelo menos alguns dos indivíduos ligados a essas atividades ficavam no Vietnã, mas o conteúdo também era publicado em inglês e espanhol.

 

De acordo o Facebook, os responsáveis tentaram esconder a origem das publicações e a coordenação que existia no esquema. Apesar disso, um elo foi encontrado entre os perfis e as empresas no decorrer da investigação feita pelo Facebook. A rede social não forneceu detalhes sobre a natureza do vínculo identificado.

 

O Facebook baniu a Epoch Times de seu sistema de publicidade em agosto, alegando que a publicação tentava veicular um grande volume de anúncios favoráveis a Donald Trump sem deixar claro a origem do anunciante. Os anúncios também promoviam teorias conspiratórias. No mesmo mês, a rede social promoveu um endurecimento das regras para anúncios políticos.

 

Depois deste caso, a BL Media também está proibida de participar e anunciar nas plataformas do Facebook.

Com informações do G1


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