Chape com a mão na taça, Inter tem que melhorar para ser hepta


Por Marcelo Perosin Vieira

02/05/2017 09h53 - Atualizado em 17/04/2020 14h39



Está definido. Os mais otimistas poderão dizer que sim. O campeão Catarinense 2017 está definido. Calma aí cara pálida, em futebol nunca podemos dizer que está definido, afinal o jogo é jogado, são 11 contra 11, já vi todos os tipos de vantagens serem desfeitas. Mas que a Chape colocou uma mão e um pé na taça, isso não posso negar. Porém depois de tantos anos assistindo futebol, e muitas decepções, não há como afirmar que a taça já é verde.

 

Grande vantagem

 

Por outro lado, a vantagem da Chapecoense é sim gigante, pode até perder por um gol de diferença no próximo domingo, dia 7, que mesmo assim levantará a taça de campeão, coroando um ano atípico para o futebol catarinense.

 

Adversário de respeito

 

O Avaí é um adversário de respeito, o leão está ferido, porém não está morto. O clube azul da capital do estado é um dos maiores campeões do estadual, já levantou a taça 16 vezes, sendo a última no longínquo 2012. A vantagem do verdão é muito grande, mas não há como subestimar o time avaiano. Até porque um time que quer ser campeão tem que aprender em primeiro lugar a respeitar o adversário, seja ele qual for.

 

Internacional

 

O “Nóia”, como é conhecido o Novo Hamburgo, segue provocando espanto no estadual gaúcho. Desta vez segurou o gigante colorado em sua casa com mais de 40 mil torcedores, um empate em 2x2 que lhe dá totais condições de levantar a inédita taça para o time do vale.

 

Melhor futebol

 

Apesar de demonstrar um melhor futebol, o Inter não conseguiu produzir para vencer o jogo. Ficou amarrado no bom sistema defensivo do Novo Hamburgo e não conseguiu finalizar como gostaria. Zago há de arrancar os pelos das orelhas (já que não tem mais cabelo), para montar um esquema capaz de trazer a taça do Gauchão.

 

Drama colorado

 

Já não bastasse o time precisar vencer no próximo domingo para conquistar o título, Zago ainda não sabe quem irá colocar embaixo das traves, os goleiros Keiller, Marcelo Lomba e Danilo Fernandes estão todos no departamento médico, e não há mais como inscrever um goleiro para a partida final.

 

Tudo em aberto

 

Como não há o gol qualificado na final do Gauchão, tudo pode acontecer, uma vitória por qualquer placar dá o título ao vencedor do jogo, já o empate por qualquer placar leva a decisão para os pênaltis. O hepta colorado é sim muito possível. Porém o futebol tem que melhorar.

Marcelo Perosin Vieira

Trabalhou como repórter e radialista por 25 anos, desde 1990. Atualmente é empresário e acadêmico de Engenharia Civil. Escreve sobre esporte para o Oeste Mais, em especial, Chape, Grêmio e Inter.


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