Quadrilha acusada de assaltar cooperativas de crédito na região é denunciada pelo MP

Agências em municípios de pequeno porte eram alvo do grupo de sete homens denunciados na comarca de Catanduvas

Por Oeste Mais

20/05/2019 18:23 - Atualizado em 20/05/2019 18:31



Uma quadrilha formada por sete integrantes — um deles morto — foi denunciada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pela prática de assaltos contra cooperativas de crédito em município da região. A denúncia apresentada à Justiça aponta que a organização é especializada em roubar agências em cidades de pequeno porte.

 

Segundo o MPSC, entre setembro de 2018 e março de 2019 foram roubadas agências nos municípios de Catanduvas, Passos Maia e Paula Freitas (PR).

 

A denúncia foi feita pela Promotoria de Justiça de Catanduvas, relatando três roubos e o preparativo de um quarto crime, que só não teria ocorrido porque o grupo já era monitorado pela Polícia Civil e foi surpreendido pouco antes do assalto. O roubo no final de março deste ano aconteceria em uma agência no município de Vargem Bonita.

Cooperativa de crédito foi assaltada em Passos Maia em dezembro de 2018 (Foto: Arquivo/Oeste Mais)

O MPSC aponta que quatro dos sete denunciados estão presos preventivamente e dois estão foragidos. Além desses, integrava o grupo mais uma pessoa, morta no confronto armado com a Polícia Civil.

 

De acordo com o promotor Flávio Fonseca Hoff, em todos os crimes a forma de ação foi a mesma. Os criminosos escolhiam o alvo em cidades de pequeno porte — onde o policiamento é reduzido e a fuga facilitada. Em todas as oportunidades foram agências do Siccob.

 

Estratégia

 

Os bandidos se reuniram previamente e, utilizando um veículo (de origens diversas), dirigiam-se no período da manhã ao local, pouco antes de as agências abrirem as portas ao público, horário em que os funcionários já tinham chegado e abasteciam os caixas ou contabilizavam o dinheiro do cofre.

 

Com uma marreta, derrubavam a porta de vidro da entrada e anunciavam o assalto. Em seguida, um deles, de posse de uma mochila, perguntava quem seria o gerente e, sob a mira de arma de fogo, conduzia-o ao local do cofre para colocar as cédulas dentro da bolsa.

 

Enquanto isso, um segundo integrante, também armado e de posse de uma sacola plástica, dirigia-se aos caixas para coletar o dinheiro. Os outros faziam a segurança da porta de entrada e funcionários. Todos usavam toucas balaclava e luvas pretas durante a ação.

 

Logo após, seguiam com o mesmo veículo até uma região afastada do perímetro urbano, abandonavam o carro e continuavam a fuga. Aqueles que não ingressavam nas agências asseguravam a ida dos demais integrantes às regiões dos crimes e reuniões prévias, além do retorno deles a um destino seguro.


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