Julgamento de acusados por morte de advogado entra no segundo dia

Cinco pessoas são submetidas a júri popular por crime cometido no ano passado em Guaraciaba

Por Oeste Mais

02/07/2019 09:09



O julgamento dos acusados pelo homicídio do advogado Joacir Montagna, de 54 anos, entrou no segundo dia nesta terça-feira, dia 2. O júri popular iniciou às 9 horas de segunda-feira, dia 1º, em São Miguel do Oeste, com o sorteio dos jurados. O conselho de sentença é formado por seis homens e uma mulher.

 

A vítima foi executada no próprio escritório, no município de Guaraciaba, no dia 13 de agosto de 2018. O julgamento ocorre na Câmara de Vereadores de São Miguel do Oeste e deve se estender ao longo da semana.

Primeira manhã foi dedicada à leitura do processo (Foto: Núcleo de Comunicação Institucional/Comarca de Chapecó)

Pela manhã de segunda-feira foram realizados os trabalhos preparatórios, o sorteio dos jurados e a leitura do processo. À tarde foi ouvida uma testemunha de acusação e iniciaram-se os interrogatórios dos acusados, que deve prosseguir nesta terça-feira.

 

Três irmãos são acusados de homicídio duplamente qualificado, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e associação criminosa. O tio deles é acusado de associação criminosa e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. Já um quinto acusado é julgado por homicídio duplamente qualificado, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido.

 

A sessão é presidida pelo juiz da Vara Criminal da comarca de São Miguel do Oeste, Márcio Cristófoli. Na acusação atuam o promotor de justiça João Paulo de Andrade, com assistência do advogado Guilherme Luiz Guerini. Na defesa trabalham os defensores públicos Adilson Luiz Raimondi, Rodrigo Santamaria Saber e Fernando Corrêa, além dos advogados Luiz Antônio Agne e Alexandre Santos Correia de Amorim.

 

Os jurados estão ficando em um hotel da cidade, acompanhados por oficial de justiça e policiamento. Todos estão incomunicáveis.

 

Crime

 

A denúncia apresentada pelo Ministério Público relata que Adelino José Dala Riva contratou os irmãos Lucas Gomes dos Santos, Abel Gomes dos Santos e David Gomes dos Santos para matar o advogado. A arma do crime, inclusive, foi dada por Adelino como parte do pagamento. Lucas, foragido do sistema prisional e suspeito de integrar uma facção criminosa do Rio Grande do Sul, seria o responsável por atirar em Joacir.

 

A denúncia do Ministério Público alcança ainda José de Almeida, tio dos três irmãos. Ciente do crime, o MP aponta que ele tentou vender uma arma ilegal para custear a defesa dos sobrinhos. Também auxiliou David a fugir para Rio Bonito do Iguaçu (PR), onde foi preso.


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