Idoso é condenado por ameaçar esposa e tentar matar policiais que atenderam ocorrência

Pena de nove anos de prisão foi aplicada por tentativa de homicídio, ameaça à esposa, posse ilegal de acessório relacionado à arma de fogo e resistência à prisão

Por Oeste Mais

05/12/2018 10:49 - Atualizado em 05/12/2018 10:49


Um idoso de 67 anos, denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por uma série de crimes praticados em sequência à ameaça à esposa, entre eles a tentativa de homicídio dos policiais que atenderam a ocorrência, foi condenado a nove anos de prisão em um júri no município de Xaxim.

 

Na denúncia, o promotor Diego Roberto Barbiero relata que Francisco Januário Fin, na noite de 15 de janeiro de 2018, após discutir com a esposa, intimidou a vítima com o dizer "vamos resolver isso agora" e dirigiu-se a um cômodo da casa onde ela sabia haver uma arma. Diante da ameaça, a esposa fugiu para a residência do vizinho e chamou a Polícia Militar.

 

Ao atender à ocorrência, após diálogos para que Francisco saísse da casa e se apresentasse, o réu impediu a entrada dos policiais na residência. Com mais alguns minutos, Francisco abriu parcialmente a porta e desferiu pelo menos três tiros em direção aos policiais, assumindo o risco de matar os agentes, que não foram atingidos.

 

Somente depois de cinco horas de negociações, o réu se entregou à polícia. Na ocasião, foi apreendida a arma de fogo utilizada no crime — um revólver de calibre 32, três cápsulas de projéteis deflagrados e duas lunetas de mira telescópicas, uma delas classificadas como de uso restrito das forças armadas.

 

O julgamento ocorreu na última sexta-feira, dia 30, Ele foi condenado pelos crimes de homicídio qualificado tentado, resistência, posse de acessório de uso restrito e ameaça, este último agravado por ter sido praticado contra a mulher e pessoa idosa, já que a companheira tinha 62 anos.

 

O Júri foi presidido pela juíza Vanessa Bonetti Haupenthal. A tribuna do Ministério Público foi ocupada pelo promotor Diego Roberto Barbiero. Na defesa do réu atuaram os advogados Claudiomiro Ântonio Moreira, Marlei Ângela Ribeiro dos Santos e Valmar Rebelatto. A sentença é passível de recurso.


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