Ministério Público ajuíza ação penal contra homem que matou ex-mulher e jogou corpo no rio em Concórdia

Acusado confessou a autoria e disse que amarrou pedras ao corpo de Roseli Stoll antes de jogá-la no rio Uruguai

Por Redação Oeste Mais

20/12/2021 20h40 - Atualizado em 20/12/2021 20h40



Roseli estava desaparecida desde o início deste mês (Foto: Divulgação)

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) apresentou à Justiça na última sexta-feira, dia 17, denúncia contra um homem acusado pelo feminicídio contra a ex-mulher, uma auxiliar de cozinha, no município de Concórdia.

 

O acusado confessou a autoria e disse que amarrou pedras ao corpo da vítima – Roseli Stoll – e depois a jogou no Rio Uruguai. Por esse motivo, foi denunciado também por ocultação de cadáver. 

 

A denúncia apresentada pela 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Concórdia relata como teria ocorrido o suposto homicídio, que, conforme sustenta o Promotor de Justiça Luis Otávio Tonial, seria qualificado pelo motivo torpe, por ter sido praticado com uso de dissimulação e por asfixia e por tratar-se de feminicídio, já que teria sido cometido contra a mulher pela condição de sexo feminino, no contexto de violência doméstica e familiar. 

 

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O crime

 

A morte de Roseli Stoll ocorreu na noite do dia 2 de dezembro. Naquele dia, o acusado teria convencido a mulher a acompanhá-lo até sua residência. Ali, longe dos olhares de curiosos, a teria matado estrangulada, envolvendo seu pescoço com um cinto e comprimido com força.

 

No dia seguinte, conforme confessou o acusado, ele teria embrulhado o corpo em um lençol e o colocado no carro, levando-o até o município de Alto Bela Vista. Após acessar uma estrada secundária, alcançou a margem do rio Uruguai, amarrou pedras ao corpo e o soltou na água, fazendo com que submergisse e não fosse mais encontrado. 

 

A motivação do crime teria sido o sentimento de posse que nutria em relação à vítima, pois não aceitava o término do relacionamento. Assim, matou Roseli ao perceber que ela estava firme em seu propósito de terminar o namoro, o que estava na iminência de acontecer. 

 

A denúncia ainda não foi recebida pelo Poder Judiciário. Após o recebimento, o acusado - que permanece preso preventivamente - torna-se réu em ação penal.

 

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