Pai acusado de incendiar casa e matar filha vai responder por homicídio e cinco tentativas de homicídio

Homem também teria tentado esfaquear outros cinco filho, que conseguiram fugir do local

Por Redação Oeste Mais

27/08/2021 08h18 - Atualizado em 27/08/2021 08h23



Casa foi incendiada após menina de 13 anos ser esfaqueada (Foto: Reprodução/TN Sul)

O pai acusado de matar a própria filha de 13 anos e tentar matar outras duas outras filhas e três filhos — com idades de 5 a 11 anos — foi denunciado pela 13ª Promotoria de Justiça da Comarca de Criciúma por seis homicídios qualificados (três feminicídios), sendo um consumado e cinco tentados (veja em detalhes ao final do texto).

 

O crime ocorreu na noite do dia 13 de agosto, no município de Criciúma, no Sul de Santa Catarina. O homem fugiu depois de cometer o ato, mas foi encontrado no início da manhã seguinte e segue preso preventivamente.

 

Ele é acusado de atingir a filha com golpes de faca e incendiar a casa logo em seguida. A menina ainda estava viva quando o fogo se alastrou, segundo as investigações.

 

O acusado também foi denunciado pelo crime de incêndio, tabém agravado pelo fato de que o alvo do fogo era uma casa habitada, onde ele morava com a adolescente e as crianças.

 

O crime

 

A denúncia do Ministério Público aponta que o pai estava inconformado pelo término do relacionamento com a esposa. Ele tentou matar todos os filhos a facadas. As vítimas têm 5, 7, 8, 10, 11 e 13 anos e estavam todas no mesmo cômodo quando o pai as atacou.

 

De acordo com o Ministério Público, o homem só não conseguiu matar todos os filhos porque a filha mais velha foi em defesa dos irmãos e irmãs menores, colocando-se entre o pai e as crianças.

 

Diante dessa reação, o pai teria a segurado pelos cabelos e golpeado a adolescente com facadas na região do tórax. As outras duas meninas e os três meninos conseguiram reagir e escapar das agressões, correndo para fora de casa.

 

O pai, então, teria deixado a adolescente e tentado atrair as crianças para dentro da residência. Elas se negaram a voltar e foram buscar ajuda de vizinhos.

 

O denunciado voltou para dentro de casa e teria ateado fogo na residência, iniciado o incêndio próximo ao local onde estava a filha, sem condições de fugir ou reagir por causa dos ferimentos.

 

Os laudos periciais no corpo da menina comprovaram que ela ainda estava viva quando o fogo tomou conta da casa e que ela morreu por consequência do incêndio e ferimentos de faca.

 

Da análise dos fatos e das provas periciais, incluindo os laudos da necropsia e laudos médicos no menino ferido, a promotora de justiça Andréia Tonin concluiu por denunciar o suspeito pelos seguintes crimes:

 

● Contra a filha de 13 anos: homicídio com as qualificadoras de feminicídio - por ter sido praticado contra uma vítima do sexo feminino, por razões relacionadas à sua condição feminina e dentro do contexto de relação familiar -, por motivo fútil, com uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e por meio cruel, pelo uso do fogo para matá-la.

 

● Contra as outras duas filhas, de 11 e 10 anos: dois homicídios tentados qualificados como feminicídio, com uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas e por motivo fútil.

 

● Contra os três filhos, de 5, 7 e 8 anos: três homicídios tentados qualificados por motivo fútil e uso de meios que dificultaram a defesa das vítimas.

 

● Incêndio criminoso, com o agravante de ter sido provocado em uma residência habitada e colocando risco a outros bens móveis e imóveis próximos e à vida de outros.


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