Defesa de mulher que matou grávida para ficar com bebê em Canelinha acredita em “tendência a psicopatia” e pede novos exames

Rozalba Grime está dividindo a cela com outra mulher que tentou roubar uma criança, em Florianópolis

Por Oeste Mais

13/07/2021 09h10 - Atualizado em 13/07/2021 09h11



A advogada Bruna dos Anjos, que atua em defesa da assassina da grávida de Canelinha, Rozalba Maria Grime, apresentou as alegações finais do processo. No documento, a defesa diz acreditar em “tendência a psicopatia” e pede novos exames, buscando uma semi-inimputabilidade.

 

Nas alegações, a advogada questiona os motivos que levaram Rozalba a cometer o crime, considerando que anteriormente ela não possuía antecedentes criminais.

 

A presa foi diagnosticada mentalmente sã por um laudo pericial da Justiça em novembro de 2020, mas o resultado é contestado pela defesa.

 

“Entende-se como interrompida a busca pela verdade, dado que não é uma questão de se considerar ou não necessário realizar entrevistas ou exames complementares, mas de oportunar meios de conhecimento”, escreve a advogada.

 

Em outro trecho do documento consta, também, uma carta escrita pela autora do crime dentro do Presídio Feminino de Florianópolis. Nela, Rozalba afirmava estar com a mente conturbada e que pensava em tirar a própria vida. Ela alegava que precisava de atendimento médico.

Rozalba matou Flávia e usou estilete para retirar criança da barriga da vítima (Fotos: Divulgação)

Carta escrita à advogada 

 

Ela confessou o assassinato de Flávia Godinho Mafra, então com 26 anos, na cidade de Canelinha. Presa desde o crime, Rozalba passou um tempo no presídio feminino de Chapecó, e hoje está em Florianópolis, dividindo a cela com outra mulher que tentou roubar uma criança.

 

“Desde a infância, ela é muito mentirosa, já inventou câncer, fazendo a mãe comprar remédios, ir a hospitais, criando laudos falsos. Já adulta, perdeu um bebê e depois de seis anos de casamento não suportou quando o irmão anunciou que ia ser pai e decidiu inventar uma gravidez. Fez todo mundo acreditar. Dizia que tinha desejos, fizeram todo enxoval do bebê. Ela precisava manter essa mentira. Foi quando decidiu ter uma criança", contou a advogada.

 

Para isso, lembra a advogada, Rozalba buscou vários meios. “Ela tentou ver se alguém queria vender uma criança. Foi ver se dava para adotar, se conseguia pegar num hospital, de uma mãe que não quisesse", relatou.

 

A decisão final foi roubar o filho de outra mulher, uma antiga colega de escola de quem se reaproximou já com o intuito de ficar com o bebê.

 

“Foi tudo planejado. Para se ter uma ideia da loucura, ela se sujou de sangue da vítima e da criança, saiu carregando o bebê pra rua, onde parou carros e disse que tinha acabado de dar à luz", explica a advogada.

Com informações do O Município


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