Casal que montou salão de beleza para vender drogas é condenado pela Justiça no Oeste

Na residência do homem e da companheira dele, policiais localizaram pedras de crack embrulhadas em papel-alumínio, prontas para comercialização

Por Oeste Mais

03/05/2021 14h24 - Atualizado em 03/05/2021 14h24



Um casal que montou um salão de beleza como fachada para facilitar a exploração do tráfico de drogas no Oeste, em uma cidade não informada pela justiça, teve condenação mantida pela comarca de Chapecó.

 

Na residência do homem e da companheira dele, em cumprimento de mandado de busca e apreensão em setembro de 2017, policiais civis localizaram 11 pedras de crack embrulhadas em papel-alumínio, prontas para comercialização.

 

A droga estava escondida em uma cuia de chimarrão.

 

Os boatos no bairro onde o casal residia, sobre seu envolvimento com a narcotraficância, já eram de conhecimento das autoridades de segurança há pelo menos um ano. O marido, certa vez, chegou a ser abordado defronte ao estabelecimento com pequena quantidade de maconha.

 

Na ocasião, garantiu tratar-se de entorpecente apenas para consumo próprio. Campanas no local, posteriormente, aumentaram as suspeitas dos policiais, uma vez que o movimento era frenético no salão, embora os "clientes" entrassem e saíssem do estabelecimento em poucos minutos, insuficientes para qualquer tratamento de beleza.

 

A câmara confirmou a condenação dos réus e promoveu, de ofício, pequena adequação na reprimenda imposta à mulher.

 

A pena do homem, mantida, foi fixada em dois anos e seis meses de reclusão, em regime aberto, mais o pagamento de 250 dias-multa no valor mínimo legal, substituída por duas restritivas de direito.

 

A condenação da mulher, ao final, ficou em um ano e oito meses de reclusão, em regime aberto, mais 166 dias-multa no valor mínimo legal, igualmente substituída por duas medidas restritivas.


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