Vizinho que agrediu, matou e jogou cadela em um rio, é condenado a quatro anos de reclusão

Ele usou uma corda para enforcar animal que era da vizinha dele

Por Oeste Mais

16/04/2021 14h16 - Atualizado em 16/04/2021 14h16



Um homem que agrediu, matou e jogou uma cadela em um rio, na Serra Catarinense, foi condenado à pena de quatro anos de reclusão. O crime ocorreu em novembro do ano passado e a sentença foi prolatada nesta quinta-feira, dia 15.

 

Segundo a denúncia do Ministério Público, o crime foi praticado com extrema crueldade e vitimou o animal de estimação da vizinha do réu. Já era madrugada do dia 26 de novembro quando o homem atravessou a rua para chutar, dar socos e pisões no bichinho de pelos brancos com pintas marrons.

 

Não satisfeito com as agressões, o acusado usou uma corda para enforcar o animal e depois o jogou no rio.

 

Ele negou ter cometido o crime. Porém, na avaliação do juízo, o conjunto de provas demonstrou o contrário. A mulher a quem pertencia a cachorra gravou um vídeo em que o réu carrega um cão com as mesmas cores do seu animal de estimação. Ela procurou pela cadela, mas não a encontrou.

 

Só a localizou no dia seguinte em um bueiro.

 

A mulher ainda conseguiu as imagens de uma câmera de segurança de um estabelecimento próximo, com registro do trajeto e dos atos violentos cometidos pelo vizinho. No atendimento à ocorrência, policiais militares encontraram o denunciado com as roupas identificadas no vídeo e sujas de sangue.

 

Na decisão, o juiz destaca que o crime foi praticado durante a madrugada, o que dificultou o socorro à cachorra, com ocultação do corpo do animal. Ele aplicou a agravante da reincidência para aumentar a pena, uma vez que o réu é multirreincidente - um dos processos refere-se a crime doloso cometido com grave ameaça contra pessoa.

 

A elevação da reprimenda também se deu pelo modo de execução da cachorra e por tê-la enforcado.  

 

O magistrado negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, pois respondeu ao processo preso e ainda persiste a necessidade de garantia da ordem pública, já que o crime teve grande repercussão na cidade.


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