Justiça nega liberdade a mulher acusada de matar grávida para ficar com o bebê

Flavia Godinho foi assassinada em uma cerâmica desativada e o bebê foi retirado do ventre pela mulher que era amiga de infância dela

Por Redação Oeste Mais

10/02/2021 10h08 - Atualizado em 10/02/2021 10h08



A Justiça de Santa Catarina negou liberdade a mulher presa preventivamente sob a acusação de matar uma grávida para ficar com o bebê, no município de Canelinha. 

 

A acusada responde por homicídio qualificado, tentativa de homicídio, subtração de incapaz, ocultação de cadáver e fraude processual. O colegiado entendeu pela manutenção da prisão em virtude da periculosidade da mulher e do risco à instrução criminal.

 

Em agosto de 2020, Flavia Godinho Mafra foi assassinada em uma cerâmica desativada e o bebê foi retirado do ventre pela acusada, que era amiga de infância da vítima. Para esconder o crime e justificar a presença do recém-nascido, a acusada inventou uma gravidez. Antes de chegar com a criança ao hospital, ela cortou o próprio corpo para simular um parto, na tentativa de enganar os profissionais de saúde. Ela chegou a tirar fotos do bebê antes de chegar à unidade hospitalar.

 

O magistrado de origem justificou a necessidade da prisão para a melhor apuração dos fatos, porque existe a suspeita de que a acusada teve o auxílio de outras pessoas. Inconformada com a manutenção da preventiva, a mulher impetrou habeas corpus ao TJSC.

 

Alegou ser primária, sem antecedentes criminais, e que colabora com as investigações. Argumentou também a ausência dos pressupostos autorizadores da prisão cautelar e a insuficiência do decreto prisional, sobretudo em razão da falta de elementos concretos, pelo que sofre constrangimento ilegal. Subsidiariamente, suscitou a aplicação de medidas cautelares.

Flavia foi morta pela amiga de infância em uma cerâmica desativada (Foto: Divulgação)

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